EUA pressionam sauditas por punição aos assassinos de jornalista
O governo dos Estados Unidos vai cobrar da Arábia Saudita a punição dos envolvidos na morte do jornalista Jamal Khoshoggi. O alerta foi feito pelo secretário de estado, Mike Pompeo, durante uma conversa telefônica com o príncipe herdeiro Mohamed bin Salman.
O teor da conversa foi confirmado pelo Departamento de Estado norte-americano. "O secretário de Estado enfatizou que os Estados Unidos pedirão a responsabilização de todos os envolvidos", afirmou a porta-voz do Departamento, Heather Nauert.
Khoshoggi foi assassinado no dia 2 de outubro dentro da embaixada saudita em Istambul, na Turquia. Ele estava no local para retirar documentos. Os detalhes do crime continuam obscuros. Uma fonte ouvida pela agência Reuters garantiu que ele foi torturado e decapitado.
Até o momento, nenhum suspeito foi oficialmente revelado. Apesar dos rumores de envolvimento da casa real saudita, o governo nega ter tido qualquer participação no assassinato. A Arábia Saudita admitiu apenas que houve o crime, mas afirma que foi resultado de uma briga do jornalistas com membros da equipe de segurança do consulado.
Khashoggi era um crítico da monarquia de seu país. Com medo de represária, em 2017, ele se mudou para os estados Unidos, onde trabalhava como articulista para o Washington Post.
Autoridades de diversos países têm pressionado a Arábia Saudita a tomar atitudes concretas para elucidar os fatos. O governo turco, responsável por denunciar o assassinato após ter sido notificada pela noiva do jornalista, é um dos que tem feito mais pressão.





