"Eu estava enterrando meu pai", diz filho de Tim Lopes sobre documentário
Produção, que estreia nesta quinta (5/6), narra trajetória de Bruno Quintella para mostrar a trajetória do pai.
Atualizado em 05/06/2014 às 10:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornalista Bruno Quintella encontrou no cinema uma forma de velar o pai e encarar o luto. Em "Tim Lopes - Histórias de Arcanjo", que estreia nesta quinta-feira (5/6), ele revela a história de seu pai, o também jornalista Tim Lopes, assassinado por traficantes durante reportagem numa comunidade do Rio de Janeiro (RJ), em 2002.
"Nesse mergulho, tentei cruzar minha relação com o meu pai e com a morte. Eu nunca tinha encarado a morte dele de frente, sempre me esquivava um pouco", disse Quintella em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo .
Crédito:Reprodução Jornalista da Globo foi brutalmente assassinado No documentário, o jornalista entrevista amigos, colegas de trabalho do pai e sua própria família para mostrar todos os lados de Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, nome de batismo de Tim."Eu queria fazer um filme sobre o meu pai, não sobre o Tim Lopes. Quis mostrar o Tim do jornal impresso, cronista, não só o repórter de televisão que todos conheciam", explicou.
Nas gravações do longa, Quintella foi à Pedra do Sapo, no Complexo do Alemão, onde Lopes foi torturado e morto por traficantes. "Convencer o Bruno a ir até lá foi o mais difícil. Foi delicado, para ele e para toda a equipe", revelou Guilherme Azevedo, diretor do documentário.
O trabalho rendeu o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Cinema do Rio de 2013. No mesmo ano, venceu o San Diego Black Film Festival, nos EUA, na categoria Melhor Filme Estrangeiro.
"Nesse mergulho, tentei cruzar minha relação com o meu pai e com a morte. Eu nunca tinha encarado a morte dele de frente, sempre me esquivava um pouco", disse Quintella em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo .
Crédito:Reprodução Jornalista da Globo foi brutalmente assassinado No documentário, o jornalista entrevista amigos, colegas de trabalho do pai e sua própria família para mostrar todos os lados de Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, nome de batismo de Tim."Eu queria fazer um filme sobre o meu pai, não sobre o Tim Lopes. Quis mostrar o Tim do jornal impresso, cronista, não só o repórter de televisão que todos conheciam", explicou.
Nas gravações do longa, Quintella foi à Pedra do Sapo, no Complexo do Alemão, onde Lopes foi torturado e morto por traficantes. "Convencer o Bruno a ir até lá foi o mais difícil. Foi delicado, para ele e para toda a equipe", revelou Guilherme Azevedo, diretor do documentário.
O trabalho rendeu o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Cinema do Rio de 2013. No mesmo ano, venceu o San Diego Black Film Festival, nos EUA, na categoria Melhor Filme Estrangeiro.





