Ética no Jornalismo, por Nathalia Kahwage / UNAMA
Ética no Jornalismo, por Nathalia Kahwage / UNAMA
Atualizado em 22/03/2005 às 11:03, por
Nathalia Kahwage e estudante de jornalismo da Universidade da Amazônia.
Por Muito se fala sobre ética, mas poucos sabem o seu real significado. Tão fácil é descobrir a sua acepção como palavra no sentido "cru", técnico e sistemático do dicionário: "Teoria da ação e do comportamento humano nas suas relações com o dever e com o bem". Simples, direto e prático de se compreender como tudo que prezamos em nossas vidas. Porém, quem se candidata a explicá-la por além de sua definição, ou seja, além do material, do concreto? Tentar compreender não o conceito da palavra, mas o que essa nos passa, seu efeito sobre nós. Qual o significado subjetivo além da definição?
Ética é bem mais que uma frase técnica de caracterização. É tudo aquilo que nós teorizamos, idealizamos e almejamos independente de diferenças religiosas, étnicas, raciais, econômicas e sim nós, como seres humanos, desejamos universalmente. São as relações do homem com o dever e o bem consecutivamente com o objetivo na dignificação do homem, ou seja, é o tratamento incondicional que damos ao próximo sempre como fim e nunca como meio. O ser humano sempre deve estar acima de todas as coisas. Este possui o valor maior.
Assim, ética é esse conjunto de normas, regras de conduta e comportamento que constantemente buscam nos afirmar condições dignas de vida: liberdade, respeito, saúde, felicidade, educação, etc. De certa forma, todos os fundamentos, conceitos, leis, comportamentos, têm a ética como alicerce para a sua elaboração. Não seria diferente com o exercício de todas as profissões. Cada uma possui o seu Código de Ética que tem como base o que foi comentado acima: o exercício da profissão de maneira a dignificar-se e dignificar o próximo, ou seja, condutas estabelecidas que efetivem o respeito, a eficiência e o bom funcionamento da categoria tanto para o profissional quanto para o receptor.
No caso do Jornalismo - semelhante ao de dentro de uma sociedade - existem direitos e deveres a serem cumpridos. É o mencionado Código de Ética que irá administrar tais ações. Neste consta os direitos à informação, os deveres do profissional em sua conduta, sua responsabilidade profissional. São normas fixadas e que estão em vigor desde 1987, e que compromete o jornalista, nas suas relações com a comunidade, com as fontes de informação e entre os próprios.
No que diz respeito aos direitos, afirma-se, por exemplo: o acesso livre à informação pública tal como a sua divulgação, nunca poderá ser submetida à censura. À conduta do profissional, o mesmo sempre deve estar comprometido com a veracidade e precisão dos fatos - preservando a língua e cultura nacionais - com a finalidade de informar e formar a opinião do público, respeitando a privacidade das fontes e dando-as direito de resposta. Lutar sempre pela liberdade de expressão, a defesa do exercício livre, a valorização, dignificação e honra da profissão; combater o autoritarismo, a opressão e a corrupção; e acima de tudo levando respeito a todos os cidadãos.
Nunca deverá alterar as informações ou publicá-las com conteúdo que vão contra os valores humanos ou de interesse pessoal; se deixar levar por interesses econômicos em suas divulgações; impedir o livre debate ou praticar discriminação de qualquer tipo, pois deve estar ciente de que é inteiramente responsável pelo que divulga.
Por fim, o Jornalismo é uma política, pois é uma atividade de organização, ordenação do comportamento no meio social, que possui a capacidade de intervenção, de realização - poder - sendo este uma categoria dentro da sociedade. Em outras palavras, os jornalistas organizam-se dentro de sua categoria/profissão e isso que os dá o poder de intervir, de agir de alguma forma na sociedade. Por terem o comprometimento constante com a luta pela liberdade (nossa capacidade de escolher, livre arbítrio) consequentemente, têm consigo também a responsabilidade (a resposta pelos próprios atos) perante a sociedade que depende destes para o conhecimento dos fatos, formação da consciência (conhecer a realidade e julgá-la) e também para conquistar a tal liberdade - afinal, só é livre quem possui o saber, quem conhece - e perante o exercício correto, satisfatório da profissão fundamentado na ética - deveres e direitos; dignificação.
Ética é bem mais que uma frase técnica de caracterização. É tudo aquilo que nós teorizamos, idealizamos e almejamos independente de diferenças religiosas, étnicas, raciais, econômicas e sim nós, como seres humanos, desejamos universalmente. São as relações do homem com o dever e o bem consecutivamente com o objetivo na dignificação do homem, ou seja, é o tratamento incondicional que damos ao próximo sempre como fim e nunca como meio. O ser humano sempre deve estar acima de todas as coisas. Este possui o valor maior.
Assim, ética é esse conjunto de normas, regras de conduta e comportamento que constantemente buscam nos afirmar condições dignas de vida: liberdade, respeito, saúde, felicidade, educação, etc. De certa forma, todos os fundamentos, conceitos, leis, comportamentos, têm a ética como alicerce para a sua elaboração. Não seria diferente com o exercício de todas as profissões. Cada uma possui o seu Código de Ética que tem como base o que foi comentado acima: o exercício da profissão de maneira a dignificar-se e dignificar o próximo, ou seja, condutas estabelecidas que efetivem o respeito, a eficiência e o bom funcionamento da categoria tanto para o profissional quanto para o receptor.
No caso do Jornalismo - semelhante ao de dentro de uma sociedade - existem direitos e deveres a serem cumpridos. É o mencionado Código de Ética que irá administrar tais ações. Neste consta os direitos à informação, os deveres do profissional em sua conduta, sua responsabilidade profissional. São normas fixadas e que estão em vigor desde 1987, e que compromete o jornalista, nas suas relações com a comunidade, com as fontes de informação e entre os próprios.
No que diz respeito aos direitos, afirma-se, por exemplo: o acesso livre à informação pública tal como a sua divulgação, nunca poderá ser submetida à censura. À conduta do profissional, o mesmo sempre deve estar comprometido com a veracidade e precisão dos fatos - preservando a língua e cultura nacionais - com a finalidade de informar e formar a opinião do público, respeitando a privacidade das fontes e dando-as direito de resposta. Lutar sempre pela liberdade de expressão, a defesa do exercício livre, a valorização, dignificação e honra da profissão; combater o autoritarismo, a opressão e a corrupção; e acima de tudo levando respeito a todos os cidadãos.
Nunca deverá alterar as informações ou publicá-las com conteúdo que vão contra os valores humanos ou de interesse pessoal; se deixar levar por interesses econômicos em suas divulgações; impedir o livre debate ou praticar discriminação de qualquer tipo, pois deve estar ciente de que é inteiramente responsável pelo que divulga.
Por fim, o Jornalismo é uma política, pois é uma atividade de organização, ordenação do comportamento no meio social, que possui a capacidade de intervenção, de realização - poder - sendo este uma categoria dentro da sociedade. Em outras palavras, os jornalistas organizam-se dentro de sua categoria/profissão e isso que os dá o poder de intervir, de agir de alguma forma na sociedade. Por terem o comprometimento constante com a luta pela liberdade (nossa capacidade de escolher, livre arbítrio) consequentemente, têm consigo também a responsabilidade (a resposta pelos próprios atos) perante a sociedade que depende destes para o conhecimento dos fatos, formação da consciência (conhecer a realidade e julgá-la) e também para conquistar a tal liberdade - afinal, só é livre quem possui o saber, quem conhece - e perante o exercício correto, satisfatório da profissão fundamentado na ética - deveres e direitos; dignificação.






