Estudo mostra que navegar pela Internet melhora desempenho do cérebro

Estudo mostra que navegar pela Internet melhora desempenho do cérebro

Atualizado em 14/10/2008 às 18:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (EUA), sugere que o uso da internet melhora o desempenho do cérebro de pessoas de meia-idade ou mais velhas.

De acordo com o cientistas, buscar dados pela rede estimula centros do cérebros que controlam a tomada de decisões e o raciocínio complexo, ajudando no combate de mudanças fisiológicas que diminuem a rapidez do órgão - que encolhe e reduz suas atividades com o passar do tempo.

Publicado na revista American Journal of Geriatric Psychiatry , a pesquisa mostra que o uso da internet é uma das atividades que minimiza o impacto do envelhecimento, assim como as palavras-cruzadas. Segundo a BBC, o professor Gary Small, líder da pesquisa, afirmou que "os resultados do estudo são encorajadores, as tecnologias que estão surgindo podem ter efeitos fisiológicos e benefícios potenciais para adultos de meia-idade ou mais velhos".

Os cientistas trabalharam com 24 voluntários, com idades entre 55 e 76 anos, sendo que metade deles eram experientes na internet. Cada voluntário teve o cérebro examinado enquanto fazia buscas na rede e lia livros.

Apesar das duas tarefas estimularem regiões do cérebro que controlam linguagem, leitura, memória e habilidades visuais, a navegação na internet produziu atividade adicional em áreas separadas do cérebro, que controlam a tomada de decisões e raciocínos complexos.

No entanto, isso ocorreu apenas nos voluntários que eram usuários experientes da internet, mostrando que comparadas com a simples leitura, as múltiplas escolhas da internet exigem que as pessoas tomem decisões a respeito do que clicar para conseguir informações relevantes.

"Essas descobertas fascinantes se somam a pesquisas anteriores e sugerem que pessoas de meia-idade ou mais velhas podem reduzir o risco de sofrer de demência ao praticar regularmente atividades cerebrais estimulantes", declarou Rebecca Wood, diretora-executiva da organização Alzheimer's Research Trust.

Em contrapartida, para Susanne Sorensen, chefe de pesquisas da Alzheimer's Society, "ainda há poucas evidências de que manter o cérebro ativo por meio de palavras-cruzadas, jogos e outras atividades" pode reduzir o risco de demência.

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