Estudo mostra maioria de mulheres, mas quase nenhuma diversidade étnica no jornalismo no Reino Unido
Relatório foi apresentado a empregadores para estimular a abertura do mercado para não-brancos e deficientes
O relatório Diversidade no Jornalismo, publicado este mês pelo Conselho Nacional para a Formação de Jornalistas do Reino Unido (NCTJ na sigla em inglês) revela que a categoria está cada vez mais jovem e com maior presença feminina, mas ainda predominantemente branca.
Crédito:PexelsO estudo, de autoria do consultor de pesquisa Mark Spilsbury, foi apresentado no dia 12 de maio em um fórum sobre igualdade, diversidade e inclusão com a participação de empregadores, para estimular a diversificação do mercado.
De acordo com a pesquisa, a proporção de jornalistas com menos de 30 anos aumentou de 16% em 2018 para 23% em 2020. Enquanto a proporção de profissionais com mais de 40 anos diminuiu de 64% em 2018 para 48% em 2020.
Os dados também mostram uma categoria majoritariamente feminina. O total de mulheres empregadas no jornalismo chegou a 53% contra 47% dos homens, enquanto que em 2018, os índices eram de 46% para mulheres e 54% para homens.
Há também uma ligeira diminuição na proporção de brancos (de 94% para 92%), o que demonstra uma grande carência de diversidade étnica na profissão. E foi percebido um pequeno aumento na proporção de jornalistas com deficiência (de 15% para 16%).
Joanne Butcher, presidente-executiva do NCTJ, disse: “O resultado deste relatório realmente útil é que a sub-representação de diversos grupos no jornalismo e a dependência de graduados continua”.
“Precisamos fazer mais para encorajar e apoiar esses diversos grupos no jornalismo, promover oportunidades de entrada alternativas e encorajar os empregadores a recrutar a partir desse nicho de talentos. Estágios, cursos básicos e iniciativas como o Projeto Notícias da Comunidade estão se tornando cada vez mais importantes”, ela avalia.
Trinta e três empregadores de todo o setor de mídia estiveram presentes na apresentação do estudo, que aconselhou sobre as ações necessárias para fazer a diferença para a igualdade, diversidade e inclusão nas redações.
O evento foi convocado pelo NCTJ como parte de seu compromisso de expandir o trabalho sobre igualdade, diversidade e inclusão.





