Estudo falso de repórter é aceito em mais de 100 revistas científicas
O repórter americano John Bohannon fez um teste para mostrar que publicações científicas, que funcionam sob o modelo de acesso livre, podem ser aceitas mesmo com erros.
Segundo o G1, Bohannon explica, em reportagem publicada pela Science , que passou dez meses enviando diversas versões de um estudo que atribui propriedades anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen, usando um nome falso de pesquisador e uma instituição de pesquisa inexistente. O jornalista diz que o texto apresentava falhas que qualquer revisor com conhecimento de química deveria ser capaz de notar.
Bohannon conta que mandou 304 versões da falsa pesquisa e 157 publicações aceitaram divulgá-la. Com o auxílio de biólogos moleculares de Harvard ele tentou alterar o texto de uma maneira para que não pudesse levantar a suspeita de que os dados falhos pudesse haver alguma descoberta muito inusitada e o traduziu do inglês para o francês e novamente para o inglês utilizando um tradutor automático.
Na reportagem publicada pela Science , ele denuncia editoras que criam revistas que se confundem com publicações renomadas e, muitas vezes, não estão sediadas no lugar sugerido pelo título. Um terço dos veículos que aceitaram a divulgação está na Índia e 64 no país.
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