Estudo aponta que meios de comunicação amplificam desinformação sobre fraude nas eleições dos EUA
Divulgado no início de outubro, estudo da Universidade de Harvard indicou que os órgãos de comunicação norte-americanos estão entre os maiores amplificadores de desinformação sobre fraude nas eleições presidenciais dos EUA.
Atualizado em 09/10/2020 às 18:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
De acordo com o estudo, o problema está sendo causado pela cobertura das constantes acusações do presidente Donald Trump no Twitter de que o sistema de votos por correspondência, usado há duas décadas em vários estados dos EUA, e que ganhou importância com a pandemia, representa riscos de fraude. Crédito:Reprodução Público/NURPHOTO/GETTY Conduzido pelo Berkman Klein Center, uma instituição de Harvard dedicada a estudos da Internet, o trabalho examinou 55 mil notícias publicadas em sites de órgãos de comunicação social, 75 mil publicações no Facebook e cinco milhões de tweets.
De acordo com o estudo, o “os órgãos de comunicação apresentam e introduzem a controvérsia de fraude eleitoral como um conflito partidário em que Democratas e Republicanos discordam, em vez de especificar claramente que as alegações não têm base em estudos reais e que todos os estudos existentes na área dizem que é um problema menor”.
Novas regras no Twitter Outra notícia envolvendo eleições e mídia veio do Twitter. Alvo de críticas por não combater com vigor perfis falsos e a circulação de fake news, a plataforma anunciou nesta sexta (9), em seu blog oficial, novos mecanismos para diminuir a circulação de notícias falsas.
As medidas foram anunciadas a menos de um mês das eleições americanas, marcadas para 3 de novembro. A paritr de agora, tuítes com informações eleitorais erradas ou duvidosas receberão sinais gráficos e não serão recomendados pelo algoritmo da plataforam.
Além disso, tuítes envolvendo políticos e eleições que forem considerados mentirosos não poderão receber respostas nem ser retuitados sem que o usuário adicione um comentário à mensagem.
Porta-vozes do Twitter, os executivos Vijaya Gadde e Kayvon Beykpour afirmaram que as novas regras devem reduzir a visibilidade de informações incorretas. "Estamos encorajando as pessoas a pensarem duas vezes antes de amplificar esses tweets”, afirmaram.





