Estudo aponta que jovens consomem notícias de modo incidental
Uma pesquisa feita pelo Centro de Estudos sobre Meios e Sociedade (Meso), na Argentina, mostra que o os jovens leem notícias de maneira incidental, tornando-se parte da socialização nas redes sociais.
Atualizado em 10/08/2016 às 17:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução/Anfibia Hábito do público jovem afeta prática de leitura jornalística típica do século 20
Segundo a Folha de S.Paulo , o estudo foi feito com base em 24 entrevistas com jovens argentinos de 18 a 29 anos, de classe média e média alta e indica que os usuários não entram espontaneamente na internet para procurar notícias, mas encontram em suas páginas nas redes.
Além disso, ao acessar o link divulgado, não permanecem por muito tempo no site, voltando para a interação na rede social. “No geral, acesso [jornais] pelo Facebook porque alguém compartilhou uma notícia. Olho os títulos que estão na página e, se há algum que me chama a atenção, entro”, relatou a estudante Maria, de 22 anos.
O levantamento foi divulgado pela revista digital . Em um artigo intitulado "O meio já não é meio nem mensagem", a publicação explica que essa "prática incidental" para consumir notícias, provoca uma perda de contexto e hierarquia do conteúdo para o público. De acordo com o estudo, esse comportamento afeta uma prática de leitura jornalística típica do século 20, quando ler um jornal ou assistir a um telejornal eram atividades consideradas autônomas, além de fazer com que as pessoas dedicassem um tempo significativo a essas práticas.





