Estudiosos apontam cibergrupo que usa e-mails para ter acesso a jornalistas latinos

Um grupo de cibercriminosos tem usado Trojans (Cavalos de Tróia) para ter acesso a políticos, jornalistas e figuras públicas em diversos países da América do Sul, segundo apontamento feito por investigadores do Citizen Lab da Munk School of Global Affairs, da Universidade de Toronto.

Atualizado em 09/12/2015 às 18:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Trojans (Cavalos de Tróia) para ter acesso a políticos, jornalistas e figuras públicas em diversos países da América do Sul, segundo apontamento feito por investigadores do Citizen Lab da Munk School of Global Affairs, da Universidade de Toronto.
Crédito:divulgação Um grupo de cibercriminosos têm usado Trojans (Cavalos de Tróia) para ter acesso a políticos, jornalistas e figuras públicas De acordo com os estudiosos, o grupo criminoso, que foi apelidado de "Packrat", usa e-mails fraudados com temas políticos para distribuir RATs (sigla em inglês para "Trojans") e obter acesso às contas das vítimas. Os pesquisadores ainda apontaram que os cibercriminosos têm interesse em grupos políticos e pessoas influentes em países como Argentina, Equador e Venezuela. No Brasil, há evidencias de entradas entre 2008 e 2013.

Entre algumas das vítimas que tiveram seus nomes divulgados estão o jornalista Jorge Lanata, o promotor Alberto Nisman e Maximo Kirchner, filho dos ex-presidentes da Argentina Néstor Kirchner e Cristina Kirchner, todos argentinos. "Acreditamos que o destinatário final das informações coletadas pelo Packrat provavelmente seja um ou mais governos da região", apontaram os pesquisadores.

"O Packrat destaca a extensão que campanhas de ataque podem rodar usando técnicas limitadas e muito criativas. De uma perspectiva técnica, eles dependem quase inteiramente de RATs novos para evitar a detecção antivírus. Eles se sobressaem é no tempo e esforço gastos para criar detalhadas e convincentes organizações falsas para alimentar seu malware", descreveu um dos investigadores.