Estudante de Jornalismo transmite notícias sobre Nova Friburgo (RJ) pelo Twitter
Estudante de Jornalismo transmite notícias sobre Nova Friburgo (RJ) pelo Twitter
Atualizado em 14/01/2011 às 15:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Apesar da maciça cobertura da imprensa tradicional sobre os deslizamentos e enchentes na Região Serrana do Rio de Janeiro, as mídias sociais cobraram seu espaço na propagação de notícias.
Foi o caso do estudante de jornalismo Bernardo Dugin, de 21 anos, que realizou uma transmissão ao vivo pelo Twitter por meio de uma webcam, na noite da última quinta-feira (13), para levar notícias locais de Nova Friburgo para moradores que buscavam informações, segundo informa o portal G1.
Mesmo morando no Rio há três anos, toda a família de Bernardo ainda reside na cidade da Região Serrana do estado. "Desde o primeiro contato que fiz com meus familiares, há 2 dias, comecei a escrever no Twitter as informações que eles me passavam. Meus seguidores, então, dobraram. Antes, tinha cerca de 200. Agora, tenho 400", conta Bernardo.
Bernardo decidiu passar informações após receber centenas de pedidos de pessoas de todo o mundo sobre a região. Resolveu então fazer uma transmissão ao vivo pelo Twitter com o apoio de seu irmão, Pedro, de 24 anos, que lhe passava as informações por telefone.
"Meu irmão mora no Centro de Nova Friburgo com a mulher e o filho de 1 ano. Ele me relatava que eles estavam ilhados no bairro. A transmissão durou 1 hora e as mensagens não pararam de chegar até agora", disse.
O estudante observou que sua audiência foi o resultado das notícias locais transmitidas por ele, em contraponto à grande mídia, que informava números gerais em uma cobertura menos focada. "Muita gente não sabia que eles estão sem água, sem comida e que muitos lugares estavam sendo saqueados", conta.
Por meio da internet, Bernardo contatou amigos e familiares em toda a região e conseguiu montar uma rede de informações que disponibilizou no microblog.
"Agora, acabei de conversar com a minha mãe. Ela me relatou que ainda falta água e comida, mas que a ajuda está chegando. Ela também me disse que não para de passar ambulâncias na rua e que as filas nos únicos mercados abertos estão enormes", relatou.
Este fenômeno comunicacional em que a imprensa comum divide espaço com os leitores e internautas tornou-se evidente durante a cobertura das operações e ataques na cidade do Rio de Janeiro (RJ), no final do ano passado.
Na ocasião da retomada do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, Pablo Tavares, estudante do 2º ano, criou o perfil @CaosRJ para relatar testemunhos de terceiros sobre os ataques e operações policiais na cidade, tentando filtrar os boatos na rede.
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Foi o caso do estudante de jornalismo Bernardo Dugin, de 21 anos, que realizou uma transmissão ao vivo pelo Twitter por meio de uma webcam, na noite da última quinta-feira (13), para levar notícias locais de Nova Friburgo para moradores que buscavam informações, segundo informa o portal G1.
Mesmo morando no Rio há três anos, toda a família de Bernardo ainda reside na cidade da Região Serrana do estado. "Desde o primeiro contato que fiz com meus familiares, há 2 dias, comecei a escrever no Twitter as informações que eles me passavam. Meus seguidores, então, dobraram. Antes, tinha cerca de 200. Agora, tenho 400", conta Bernardo.
Bernardo decidiu passar informações após receber centenas de pedidos de pessoas de todo o mundo sobre a região. Resolveu então fazer uma transmissão ao vivo pelo Twitter com o apoio de seu irmão, Pedro, de 24 anos, que lhe passava as informações por telefone.
"Meu irmão mora no Centro de Nova Friburgo com a mulher e o filho de 1 ano. Ele me relatava que eles estavam ilhados no bairro. A transmissão durou 1 hora e as mensagens não pararam de chegar até agora", disse.
O estudante observou que sua audiência foi o resultado das notícias locais transmitidas por ele, em contraponto à grande mídia, que informava números gerais em uma cobertura menos focada. "Muita gente não sabia que eles estão sem água, sem comida e que muitos lugares estavam sendo saqueados", conta.
Por meio da internet, Bernardo contatou amigos e familiares em toda a região e conseguiu montar uma rede de informações que disponibilizou no microblog.
"Agora, acabei de conversar com a minha mãe. Ela me relatou que ainda falta água e comida, mas que a ajuda está chegando. Ela também me disse que não para de passar ambulâncias na rua e que as filas nos únicos mercados abertos estão enormes", relatou.
Este fenômeno comunicacional em que a imprensa comum divide espaço com os leitores e internautas tornou-se evidente durante a cobertura das operações e ataques na cidade do Rio de Janeiro (RJ), no final do ano passado.
Na ocasião da retomada do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, Pablo Tavares, estudante do 2º ano, criou o perfil @CaosRJ para relatar testemunhos de terceiros sobre os ataques e operações policiais na cidade, tentando filtrar os boatos na rede.
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