"Estou em um estado de choque pelo que fiz", diz cinegrafista que agrediu refugiados

A cinegrafista húngara Petra László, que foi filmada agredindo imigrantes no campo de Roszke, no sul do país, próximo à fronteira com aSérvia, lamentou seu comportamento.

Atualizado em 11/09/2015 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

foi filmada agredindo imigrantes no campo de Roszke, no sul do país, próximo à fronteira com a Sérvia, lamentou seu comportamento. Ela justificou o ato como um "ataque de pânico".
Crédito:Reprodução Cinegrafista pediu perdão e diz que teve ataque de pânico
"Sinto sinceramente pelo ocorrido (...) praticamente estou em um estado de choque pelo que fiz e pelo que estão fazendo comigo", alegou a repórter cinematográfica em um carta divulgada nesta sexta-feira (11/9) à imprensa local.
Segundo a EFE, Petra disse que enquanto cobria o ocorrido, centenas de pessoas começaram a correr em sua direção, o que lhe causou temor. "É difícil tomar decisões corretas quando se está em pânico", afirmou.
A jornalista, que prestava serviços para o canal N1TV, derrubou um senhor que fugia da polícia com uma criança no colo. Os dois caem e são filmados por ela. Em uma das gravações, é possível ver Petra atacar duas pessoas com chutes.
"Como mãe, lamento muito que o destino tenha me levado até uma menina, algo que naquele momento não percebi. Estava em pânico, e agora me vejo nas gravações como se não fosse eu", disse, ao acrescentar que se arrependeu e assumirá a responsabilidade.
A profissional destacou ainda que não merece "a caça de bruxas política" que diz estar sofrendo e revela também ter recebido ameaças, algumas de morte. Petra alegou que não é uma "repórter racista". "Só sou uma mulher, uma mãe agora sem trabalho que em uma situação de pânico tomou uma decisão equivocada", completou.