Estados levantam temas como telefonia pública e correios fluviais para a Confecom

Estados levantam temas como telefonia pública e correios fluviais para a Confecom

Atualizado em 19/11/2009 às 18:11, por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA.

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Quando os 2,1 mil participantes da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) se reunirem no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), no dia 14 de dezembro, o Ministério das Comunicações - designado para coordenar a conferência - terá concluído seu trabalho de organização e divulgação.

Segundo Simone Garcia, chefe de Assessoria de Comunicação Social do Ministério, o órgão está fazendo um trabalho de divulgação através do da Confecom, com a cobertura das conferências estaduais e distribuição de releases para a imprensa.

"Um dia antes da realização das conferências estaduais, enviamos um release setorizado regional, para ajudar a pautar a imprensa local. Estamos nos apoiando muito no site e nos veículos locais, que dão mais visibilidade à Confecom que a grande imprensa. Depois, um repórter cobre o encontro e repassamos as informações. Nossa estratégia de comunicação é divulgar dados da conferência e sobre a conferência", explica.

Ela afirmou que cada etapa da Confecom é importante: as conferências municipais, intermunicipais ou livres têm um caráter mobilizador, de levantar questões. Já as estaduais - que devem terminar até o dia 22 de novembro - têm como objetivo organizar as propostas das conferências municipais e escolher os delegados que irão ao encontro nacional.

Serão cerca de mil propostas, sistematizadas e disponibilizadas no site da Confecom. A responsabilidade dessa sistematização, assim como da assessoria de imprensa do evento, é da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Não são ideias desproporcionais ou fora de lugar. As propostas foram muito amadurecidas pela sociedade", disse Simone.

Outra ferramenta de comunicação são as newsletters, enviadas pela equipe do Ministério das Comunicações todas as sextas-feiras. "A intenção é abordar, nesses boletins, temas menos corriqueiros, como propostas de diversas regiões do país", afirmou a assessora.

Como exemplo, ela citou o Acre, que pediu telefones públicos em seringais; o estado do Amazonas, que reivindica e ampliação do correio fluvial; e o Nordeste, que pediu a regionalização do conteúdo. "Nós, da comunicação, estamos dando prioridade a isso, achamos muito importante ver como as regiões estão se manifestando", explicou Simone.

Entre as questões que faltam ser decididas para a 1ª Conferência de Comunicação - que terá como tema central "Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania era digital" - estão o credenciamento e a necessidade de registro profissional dos jornalistas que vão cobrir o encontro.

"Estamos estudando o registro e o credenciamento. Queremos garantir a participação e cobertura de todos, inclusive de veículos menores e comunitários. Afinal, estamos falando de uma conferência de comunicação", concluiu.

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