Estadão lança serviço de IA que gera respostas com base em seu arquivo de reportagens

O Estado de S. Paulo lançou no dia 25 de outubro um sistema de inteligência artificial (IA) que funciona como um assistente de leitura e um guia de informações publicadas pelo jornal.

Atualizado em 27/10/2023 às 11:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Batizada de Leia, a tecnologia gera respostas com base no arquivo de conteúdos do próprio veículo, diferenciando-se assim de outras ferramentas de inteligência artificial, que se alimentam de textos disponíveis na internet.
Inicialmente o novo serviço responderá apenas sobre assuntos do Link, editoria de tecnologia do jornal. Mas a ideia é ampliar o escopo dos temas, de forma a incluir gradualmente todas as seções do jornal.
A direção do veículo sustenta que o sistema reduz as chances de alucinações, como são chamadas as respostas falsas ou que fogem ao bom senso geradas por chatbots. "Além disso, a Leia é capaz de dar respostas atualizadas, não ficando restrita a períodos temporais", diz o texto de anúncio da novidade. Crédito: Reprodução Estadão sustenta que sua plataforma de IA reduz chances de respostas que fogem ao bom senso Francisco Mesquita Neto, diretor-presidente do Grupo Estado, acrescenta que, com a estreia da novidade, a empresa está começando uma nova etapa no uso de tecnologias. Ainda segundo ele, graças à geração de conteúdo automatizada e personalizada, o uso de IA pode aprimorar o desempenho de um veículo de notícias.

Ética e transparência

"Mas é essencial lidar com preocupações éticas e de transparência. Encontrar um equilíbrio entre a automação impulsionada pela IA e a supervisão editorial humana é fundamental para manter a integridade jornalística."
Mesmo com bases de dados diferentes, a plataforma foi construída com a mesma tecnologia do ChatGPT, permitindo que os leitores façam perguntas e obtenham respostas sobre temas que fazem parte da cobertura do jornal.
A diferença é que a ferramenta indica as fontes das respostas. Com isso, a ideia é aprimorar as primeiras gerações de chatbots, criticadas justamente pela incapacidade de oferecer a origem das informações.
“A IA generativa causou um frenesi similar ao do lançamento da internet comercial. A grande diferença é que, agora, os veículos estão muito mais cientes do valor do que produzem. É exatamente isso que a Leia entrega: a combinação entre a disrupção da IA generativa e o jornalismo de alta qualidade que é a marca do Estadão em quase 150 anos de história”, conclui Leonardo Mendes, diretor de redação do Estadão.