Estadão é condenado a indenizar promotor Thales Schoedl por danos morais

O juiz Edward Wickfield, da 35ª Vara Cível de São Paulo, acolheu, no último de 20 de janeiro, pedido de indenização por danos morais do promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl contra o jornal O Estado de S.

Atualizado em 01/02/2012 às 18:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Paulo .

Wickfield proferiu que "havendo excesso na publicação da notícia, bem como críticas pessoais a terceiros que firam os bens jurídicos estabelecidos na Constituição Federal, podem ser interpostas medidas que visem a coibir esse tipo de atitude."

Sendo assim, o periódico terá de indenizar o promotor em R$ 62 mil — Schoedl havia pedido R$ 400 mil. Em diversas reportagens, o Estadão referiu-se ao promotor como "assassino".
Schoedl é membro do Ministério Público de São Paulo e ficou conhecido, em 2004, por ter matado, com dois tiros, o estudante Diego Mendes Modanez, de 20 anos, que mexeu com sua namorada. O caso aconteceu na na saída de um luau, na Riviera de São Lourenço, em Bertioga. O promotor contou que foi perseguido pelos dois rapaze e durante a perseguição tentou intimidar os amigos com 14 tiros de advertência dados para o chão e para o alto. Apesar disso, sentiu-se acuado, porque os rapazes não recuaram.

De acordo com a sentença da 35ª Vara Cível de São Paulo, além da indenização, Estadão e Jornal da Tarde , do mesmo grupo, terão que publicar nota de desagravo. O advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, que representa o Estadão , disse que o jornal irá recorrer.

Para o juiz, o promotor foi despersonalizado nas reportagens, tornando-se o "promotor assassino". Uma delas, por exemplo, trazia como título: "Conselheiro mantém promotor assassino". "Ao tachar o autor de "assassino" o jornal transmite ao leitor a informação de que o promotor é um assassino, e mesmo sendo um assassino foi mantido como membro do Ministério Público de São Paulo", escreveu o juiz.


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