Especialista em fake news analisa impacto do fenômeno nas eleições uruguaias
Autor de livro sobre notícias falsas, o jornalista espanhol Marc Amoros elogiou o pacto ético assinado pelos partidos políticos uruguaios a
Atualizado em 12/07/2019 às 12:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Autor do livro "Fake News. A verdade das notícias falsas", o jornalista espanhol Marc Amoros participou de conferência promovida no início de julho pela Associação de Imprensa do Uruguai (APU, na sigla em espanhol). Durante o evento ele alertou que “notícias falsas evoluem como um vírus e sofrem mutações para se tornarem mais difíceis de detectar”.
Crédito:EBC
Segundo Amoros, a nova geração de fake news não segue o formato jornalístico típico, mas o de mensagens de whatsapp ou vídeos modificados para criar falsos discursos de personalidades.
O jornalista espanhol elogiou o pacto ético assinado pelos partidos políticos uruguaios a pedido da APU. Em sua visão, trata-se de um exemplo para o mundo.
Apesar dos esforços para conter a onda de desinformação, notícias falsas agitaram as eleições primárias do Uruguai, que ocorreram no final de junho e são uma prévia da eleição presidencial que será realizada em outubro. O principal foco das acusações foi o Partido Nacional (PN). De direita, a sigla foi escolhida pelo pré-candidato Juan Sartori, genro do bilionário russo Dimitri Rybolovlev, para se tornar presidente do Uruguai. Adversários o acusaram de utilizar disparos em massa de fake news.
Nesse cenário, Amoros lembrou que idosos com mais de 65 anos são especialmente vulneráveis a fake news, dada sua dificuldade de verificar a autenticidade das informações disponíveis online. Ele também disse que a notícia falsa é um fenômeno que veio para ficar e questionou as tentativas de regulamentação das redes sociais que vem sendo discutida na União Europeia.
Crédito:EBC
Segundo Amoros, a nova geração de fake news não segue o formato jornalístico típico, mas o de mensagens de whatsapp ou vídeos modificados para criar falsos discursos de personalidades.
O jornalista espanhol elogiou o pacto ético assinado pelos partidos políticos uruguaios a pedido da APU. Em sua visão, trata-se de um exemplo para o mundo.
Apesar dos esforços para conter a onda de desinformação, notícias falsas agitaram as eleições primárias do Uruguai, que ocorreram no final de junho e são uma prévia da eleição presidencial que será realizada em outubro. O principal foco das acusações foi o Partido Nacional (PN). De direita, a sigla foi escolhida pelo pré-candidato Juan Sartori, genro do bilionário russo Dimitri Rybolovlev, para se tornar presidente do Uruguai. Adversários o acusaram de utilizar disparos em massa de fake news.
Nesse cenário, Amoros lembrou que idosos com mais de 65 anos são especialmente vulneráveis a fake news, dada sua dificuldade de verificar a autenticidade das informações disponíveis online. Ele também disse que a notícia falsa é um fenômeno que veio para ficar e questionou as tentativas de regulamentação das redes sociais que vem sendo discutida na União Europeia.





