Especial Pesquisa: Radiografias Críticas

Especial Pesquisa: Radiografias Críticas

Atualizado em 11/01/2006 às 19:01, por Redação Revista Imprensa.

Pesquisa IMPRENSA/Aberje/Maxpress de Avaliação das Assessorias de Imprensa, feita em dezembro de 2005 pela Franceschini, submete a relação entre redações, poder público e econômico a um raio-x que revela disparidade entre regiões do país no trato com a liberdade de expressão, a existência de pressão política e a dificuldade no acesso a informações de alguns setores produtivos

É como se o corpo todo estivesse bem - aparentemente saudável, disposto, sem sintomas preocupantes - mas alguns órgãos fossem diagnosticados com pequenos problemas, aqui e ali. Os números da pesquisa IMPRENSA/ Aberje/Maxpress apontam, de maneira geral, uma satisfação dos jornalistas em relação à independência que têm no seu trabalho cotidiano, mas revela dificuldades em maior grau em algumas regiões do país e na apuração de informação de alguns setores da economia.

O principal objetivo da pesquisa é traçar um diagnóstico de relacionamento entre a imprensa e os agentes de mediação das esferas pública e privada, passando pelo nível de independência e liberdade de expressão, pressão dos governos e transparência de setores econômicos (na edição de março da revista IMPRENSA, publicaremos os resultados sobre eficiência das ações das assessorias de imprensa e credibilidade dos assessores de comunicação).

Entre os 405 jornalistas entrevistados, 43% já trabalharam como assessores de imprensa, o que fornece elementos, de alguma forma, consistentes na avaliação dessas relações, já que quase metade deles conhece, para utilizar um jargão jornalístico, "os dois lados do balcão".

A primeira questão abordada na pesquisa refere-se ao nível de independência dos jornalistas. Foi pedido aos entrevistados que concedessem uma nota de 1 a 10, sendo que 1 indica que ele pensa não haver nenhuma independência e 10, total independência. A média nacional foi 6,71. O gênero, segundo a pesquisa, não interfere na percepção da independência: a nota final para os sexos masculino e feminino não diferem substancialmente, sendo 6,78 e 6,60, respectivamente. Ainda que não haja muita oscilação entre os índices no recorte por faixa etária, vale notar que os indicadores de independência aumentam à medida que aumenta a idade do entrevistado, ou seja, quanto mais jovem, menos independência o jornalista afirma ter: entre 15 e 30 anos, a nota foi 6,59; entre 31 e 40, 6,68; entre 41 e 50, 6,72 e os jornalistas com mais de 50 anos atribuíram nota 7,0 ao grau de independência. Em relação à mesma questão, jornalistas que ocupam cargo de chefia sentem-se um pouco mais independentes que os repórteres (6,91 para a direção e 6,50 para a reportagem).

Leia a matéria completa na edição 209 (janeiro-fevereiro) de Imprensa