Escoltas, fantasias e agressões marcam a cobertura dos atos de 7/9
Profissionais foram hostilizados e precisaram se retirar dos locais onde as manifestações aconteciam
Atualizado em 08/09/2021 às 10:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Os jornalistas precisaram fazer malabarismos durante a cobertura das manifestações de 7 de Setembro em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em meio a denúncias de agressões, alguns preferiram se "fantasiar" para se aproximar ainda mais dos fatos.
Foi o caso de Guga Noblat. De camiseta da seleção brasileira e uma máscara defendendo o presidente, ele foi às ruas em Brasília e registrou um grupo discutindo se iria ou não invadir a Praça dos Três Poderes. Crédito:Isac Nóbrega/PR
Nos cartazes dos manifestantes, palavras de ordem contra o STF e contra as vacinas Ele acompanhou também a reação dos apoiadores durante o discurso de Bolsonaro. "No momento em que Bolsonaro mandou Fux enquadrar ministros do STF, a reação dos bolsonaristas no DF foi gritar em coro: 'Fora, Alexandre'!", relatou.
Em outro ponto da manifestação, na Esplanada dos Ministérios, os jornalistas foram hostilizados e expulsos. Segundo relato dos profissionais do site Metrópoles, que também tiveram que deixar o local sob ameaças, duas equipes com cinegrafistas sem identificação de qualquer empresa foram cercadas e empurradas. A suspeita do grupo era de que se tratava de profissionais da TV Globo.
Os manifestantes jogaram água nos equipamentos, e a PM precisou intervir para salver uma das equipes. A outra precisou correr dos militantes.
Um outro cinegrafista que estava posicionado próximo ao prédio do Ministério da Saúde também foi cercado. Os bolsonaristas tentaram derrubá-lo no espelho d'água do Ministério das Relações Exteriores, sem sucesso. Quem registrou a agressão, também foi perseguido.
Em São Paulo, Maicon Mendes, da Jovem Pan, relatou ter sido alvo de manifestantes na Avenida Paulista. Pelo Twitter, disse que ele e seu cinegrafista foram agredidos com pedras, garrafas d'água, e foram seguidos.
"Agora há pouco, eu e meu Cinegrafista João Cagnin fomos hostilizados na Av. Paulista pelos apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro, durante a cobertura de 7 de Setembro. Jogaram água, pedras e alguns partiram pra cima pra agressão. São leões quando a polícia está longe", escreveu.
As agressões começaram quando ele se preparava para uma passagem informando o número aproximado de participantes do ato. Apesar da expectativa dos organizadores de levar cerca de 2 milhões à Paulista, e Polícia Militar estimou, em nota divulgada no fim da tarde de ontem, que apenas 125 mil pessoas estavam presentes.
Os profissionais também sofreram intimidação por parte de um familiar de duas senhoras de 80 e 81 anos, que concediam entrevista para o veículo. "O que você vai distorcer", afirmou o homem não identificado.
Foi o caso de Guga Noblat. De camiseta da seleção brasileira e uma máscara defendendo o presidente, ele foi às ruas em Brasília e registrou um grupo discutindo se iria ou não invadir a Praça dos Três Poderes. Crédito:Isac Nóbrega/PR
Nos cartazes dos manifestantes, palavras de ordem contra o STF e contra as vacinas Ele acompanhou também a reação dos apoiadores durante o discurso de Bolsonaro. "No momento em que Bolsonaro mandou Fux enquadrar ministros do STF, a reação dos bolsonaristas no DF foi gritar em coro: 'Fora, Alexandre'!", relatou. Em outro ponto da manifestação, na Esplanada dos Ministérios, os jornalistas foram hostilizados e expulsos. Segundo relato dos profissionais do site Metrópoles, que também tiveram que deixar o local sob ameaças, duas equipes com cinegrafistas sem identificação de qualquer empresa foram cercadas e empurradas. A suspeita do grupo era de que se tratava de profissionais da TV Globo.
Os manifestantes jogaram água nos equipamentos, e a PM precisou intervir para salver uma das equipes. A outra precisou correr dos militantes.
Um outro cinegrafista que estava posicionado próximo ao prédio do Ministério da Saúde também foi cercado. Os bolsonaristas tentaram derrubá-lo no espelho d'água do Ministério das Relações Exteriores, sem sucesso. Quem registrou a agressão, também foi perseguido.
Em São Paulo, Maicon Mendes, da Jovem Pan, relatou ter sido alvo de manifestantes na Avenida Paulista. Pelo Twitter, disse que ele e seu cinegrafista foram agredidos com pedras, garrafas d'água, e foram seguidos.
"Agora há pouco, eu e meu Cinegrafista João Cagnin fomos hostilizados na Av. Paulista pelos apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro, durante a cobertura de 7 de Setembro. Jogaram água, pedras e alguns partiram pra cima pra agressão. São leões quando a polícia está longe", escreveu.
"A gente não pode trabalhar. Esse é o trabalhos que tentamos mostrar e ninguém vê", narrou em um vídeo, enquanto os manifestantes eram contidos por uma barreira policial, gritando palavras de ordem. "Isso é um ato criminoso", escreveu, em outro post.Aí está o “povo de Deus” que não deixa a imprensa trabalhar. Fui cercado quando dava o número de púbico na av. Paulista, segundo a PM, 125 mil pessoas. Me Xingaram. Jogaram copos e tentaram agredir a nossa equipe.
— Maicon Mendes (@Oficialmmendes)
As agressões começaram quando ele se preparava para uma passagem informando o número aproximado de participantes do ato. Apesar da expectativa dos organizadores de levar cerca de 2 milhões à Paulista, e Polícia Militar estimou, em nota divulgada no fim da tarde de ontem, que apenas 125 mil pessoas estavam presentes.
Os repórteres Amanda Rossi, Ana Paula Bimbati e Leonardo Martins, do UOL, entrevistaram um participante do ato que carregava um cartaz com o texto em inglês e espanhol: "Lula, o diabo. Eu quero ler as manchetes com a sua morte. Morra logo". Questionado sobre o pedido de "morte", ele respondeu: "Porque todo esquerdista tem que morrer. Você é jornalista? UOL é da Foice de São Paulo. Todo esquerdista tem que morrer".Mais um vídeo da falta de respeito desses apoiadores do Presidente Bolsonaro: usam o nome de Deus em vão pra brigar, caçar confusão. Desrespeitar, ameaçar. Isso não é democracia. Isso é ato criminoso.
— Maicon Mendes (@Oficialmmendes)
Os profissionais também sofreram intimidação por parte de um familiar de duas senhoras de 80 e 81 anos, que concediam entrevista para o veículo. "O que você vai distorcer", afirmou o homem não identificado.





