Escolas no Paquistão promovem dia contra a blogueira Malala Yousafzai

Ativista de 17 anos é polêmica no Paquistão e considerada uma influência ocidental insidiosa

Atualizado em 14/11/2014 às 12:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta semana, um grupo de escolas no Paquistão anunciou o "Dia Eu não sou Malala", em referência ao livro de memórias da blogueira e jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que para eles deve ser banido do país.
Crédito:Divulgação/ONU Movimento pede banimento do livro da blogueira nas escolas do Paquistão
A blogueira de 17 anos é polêmica no Paquistão e vista como uma influência ocidental insidiosa, que promove ideologia contrária à sua religião. Ela ficou famosa após ser baleada pelo Talibã, aos 14 anos, por defender o direito de educação de meninas. Há um mês ela foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz pela iniciativa.
O presidente da Federação das Escolas Privadas do Paquistão, Mirza Kashif Ali, que organizou o "Dia Eu não sou Malala", diz representar 150 mil instituições do país e alega que o livro "apoia" Salman Rushidie, autor de "Versos Satânicos", e por isso é considero ofensivo.
O dia contra a blogueira foi marcado por caminhadas, seminários e conferências de imprensa. "Somos todos em favor da educação e do empoderamento das mulheres. Mas o Ocidente criou esta persona que é contra a constituição e ideologia Islâmica do Paquistão", declarou em entrevista ao jornal The New York Times .
Em um trecho da obra, Malala menciona seu pai dizendo que "Versos Satânicos" era "ofensivo para o Islã", mas que os muçulmanos devem ser capazes de ler o livro e constituir sua própria resposta.