Eriberto França e Karina Somaggio: diferenças e semelhanças entre duas entrevistas que abalaram o governo
Eriberto França e Karina Somaggio: diferenças e semelhanças entre duas entrevistas que abalaram o governo
Atualizado em 17/06/2005 às 16:06, por
Pedro Venceslau.
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Estaria Karina Somaggio para Lula tal qual Francisco Eriberto para Collor? Ele apresentou indícios documentais, ela um roteiro. Ele confirmou o que disse, ela negou. Lula é um presidente popular. Collor...
Trinta e cinco dias separaram as entrevista de Pedro Collor e Eriberto França, os dois fatos jornalísticos que desencadearam o impeachment de Fernando Collor. Dezesseis dias se passaram entre a entrevista bombástica de Roberto Jefferson e a de Karina Somaggio, secretária de Marcos Valério. Os dois casos guardam muitas semelhanças e uma diferença crucial: ela voltou atrás, ele, não.
O furo de Leonardo Attuch, editor de Economia da IstoÉ Dinheiro, foi apresentado pela oposição e por parte da mídia, Boris Casoy á frente, como o elo que faltava para dar musculatura jornalística as declarações de Roberto Jefferson. Mas antes que alguém surgisse levantando a bandeira do "Fora Lula", Karina voltou atrás. Em depoimento a Polícia Federal, a secretária negou parte das declarações que deu a Attuch, afirmou que vai processa-lo e saiu pela porta dos fundos. O estrago, porém, já estava feito. "Está tudo gravado e disponível no site da revista, para quem quiser ouvir. Ela está sob forte pressão e negou porque está seguindo orientação dos advogados. Do ponto de vista jornalístico, o que interessa é a entrevista, não a negativa na PF", afirma o autor do furo. Aos fatos, pois. A entrevista de Eriberto França, publicada em 1º de julho de 1992 por IstoÉ e assinada por Augusto Fonseca e J.Santana Flho, serviu como um atalho para a CPI. Estavam lá nomes, contas bancárias, agências. A entrevista de Karina, por sua vez, também serve como um roteiro, porém bem mais genérico. No seu caso, as declarações serviram para tirar das costas de Jefferson todo o ônus da acusação. Resta saber se a CPI conseguirá ser tão perdigueira quanto foi a de 1992. "Com a saída do Zé Dirceu, meu felling diz que esse assunto tende a dar uma ligeira esfriada. O clima não o mesmo, já que o Lula ainda é muito popular, ao contrário de Collor. O movimento da imprensa será mais cauteloso", arrisca Attuch.
Estaria Karina Somaggio para Lula tal qual Francisco Eriberto para Collor? Ele apresentou indícios documentais, ela um roteiro. Ele confirmou o que disse, ela negou. Lula é um presidente popular. Collor...
Trinta e cinco dias separaram as entrevista de Pedro Collor e Eriberto França, os dois fatos jornalísticos que desencadearam o impeachment de Fernando Collor. Dezesseis dias se passaram entre a entrevista bombástica de Roberto Jefferson e a de Karina Somaggio, secretária de Marcos Valério. Os dois casos guardam muitas semelhanças e uma diferença crucial: ela voltou atrás, ele, não.
O furo de Leonardo Attuch, editor de Economia da IstoÉ Dinheiro, foi apresentado pela oposição e por parte da mídia, Boris Casoy á frente, como o elo que faltava para dar musculatura jornalística as declarações de Roberto Jefferson. Mas antes que alguém surgisse levantando a bandeira do "Fora Lula", Karina voltou atrás. Em depoimento a Polícia Federal, a secretária negou parte das declarações que deu a Attuch, afirmou que vai processa-lo e saiu pela porta dos fundos. O estrago, porém, já estava feito. "Está tudo gravado e disponível no site da revista, para quem quiser ouvir. Ela está sob forte pressão e negou porque está seguindo orientação dos advogados. Do ponto de vista jornalístico, o que interessa é a entrevista, não a negativa na PF", afirma o autor do furo. Aos fatos, pois. A entrevista de Eriberto França, publicada em 1º de julho de 1992 por IstoÉ e assinada por Augusto Fonseca e J.Santana Flho, serviu como um atalho para a CPI. Estavam lá nomes, contas bancárias, agências. A entrevista de Karina, por sua vez, também serve como um roteiro, porém bem mais genérico. No seu caso, as declarações serviram para tirar das costas de Jefferson todo o ônus da acusação. Resta saber se a CPI conseguirá ser tão perdigueira quanto foi a de 1992. "Com a saída do Zé Dirceu, meu felling diz que esse assunto tende a dar uma ligeira esfriada. O clima não o mesmo, já que o Lula ainda é muito popular, ao contrário de Collor. O movimento da imprensa será mais cauteloso", arrisca Attuch.






