Equipe do jornal Extra sofre ameaça de suspeito durante operação da PF

Diretor do jornal diz que ameaças não vão intimidar profissionais

Atualizado em 10/05/2014 às 14:05, por Redação Portal IMPRENSA.


Uma equipe do jornal Extra foi ameaçada, na manhã desta sexta-feira (09/05), na zona oeste do Rio de Janeiro, durante uma operação da Polícia Federal dentro de um inquérito sobre fraudes no plano de saúde do Correios. Crédito:Reprodução/Facebook Octávio Guedes, diretor de redação do jornal, disse que investigação será intensificada Um dos suspeitos de envolvimento no esquema jogou seu carro contra o veículo da equipe, composta pela repórter Flávia Junqueira, o fotógrafo Fábio Guimarães e o motorista Bruno Guerra. Pouco antes, outro suspeito já havia dado ré com seu veículo e batido no carro do jornal, estacionado logo atrás.
Os repórteres acompanhavam a operação quando os suspeitos começaram a usar, em duas oportunidades, seus carros para intimidar a equipe. na terceira tentativa, bateram de ré no veículo do jornal.
Quando a equipe desceu do veículo, o suspeito olhou para a repórter e mostrou conhecê-la, dizendo “Oi, Flávia” — a repórter revelou as primeiras suspeitas de fraude no esquema, em agosto, e tem publicado diversas informações sobre as investigações desde então.
O motorista saiu então com o carro e parou numa esquina próxima, de onde ficou vigiando a equipe na companhia de outros dois homens e de uma mulher.
Após isso, a equipe do Extra foi embora, mas continuou a ser seguida pelo suspeito. Ele entrou numa rua, fez um retorno e voltou à Estrada de Curicica, por onde a equipe passava, mas na direção contrária. João Maurício entrou na contramão e jogou o carro em cima do veículo do jornal. O motorista do jornal desviou para a direita, evitando uma colisão.
Ontem à noite, os jornalistas registraram na 32ª DP (Taquara), delegacia da área onde ocorreu o fato, os crimes de tentativa de dano e de perigo. A investigação do caso ficará a cargo da delegacia.

Contatado pela reportagem, o diretor de redação do Extra, Octávio Guedes, disse: "Quem acha graça um repórter sendo agredido, acaba incentivando atos mais violentos como esse". Em relação às próximas ações do jornal, Guedes salientou a necessidade de oferecer toda a proteção aos profissionais. "Agora é proteger a repórter e cobrir muito bem esse caso, cada vez mais a fundo", completou.