Equipe do "Guardian" pode ser acusada de terrorismo por publicar dados de espionagem
A polícia britânica avalia se a equipe do Guardian deve ser investigada por crimes de terrorismo, pelo modo como reportou as informações vazadas por Edward Snowden, disse um agente sênior da área de contraterrorismo na Grã-Bretanha, na última terça-feira (3/12).
Atualizado em 04/12/2013 às 10:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Jornalistas do diário podem ser investigados por terrorismo ao revelar documentos da NSA
Segundo a Reuters, a revelação ocorreu após o editor do jornal, Alan Rusbridger, convocado para prestar informações a um inquérito no Parlamento, ser acusado de auxiliar terroristas por tornar públicas dados sigilosos e repassá-los a outras organizações jornalísticas.
A comissária-assistente, Cressida Dick, que administra a unidade de Operações Especializadas de Londres, afirmou aos parlamentares que a polícia apura se foi cometido algum delito, já que em agosto o brasileiro David Miranda foi detido no aeroporto de Londres acusado de transportar dados para seu parceiro Glenn Greenwald.
Parlamentares disseram que Rusbridger cometeu um delito previsto na Seção 58ª do Ato de Terrorismo, o qual diz que é crime publicar ou comunicar qualquer informação sobre membros das Forças Armadas ou dos serviços de inteligência. O editor defendeu sua decisão de publicar o material vazado e afirmou que usou menos de 1% da informação.
No mesmo dia, o Guardian havia publicado uma carta de apoio de Carl Bernstein, jornalista que ajudou a revelar o escândalo de Watergate, nos anos 1970. Bernstein disse que a presença de Rusbridger no comitê era uma tentativa "perigosamente nociva" das autoridades de alterar o foco do debate sobre a vigilância do governo, deixando de lado o sigilo governamental e se preocupando com a posição da imprensa.





