Equipe de jornal é impedida de entrar em órgão público em Macapá (AP)

Equipe de jornal é impedida de entrar em órgão público em Macapá (AP)

Atualizado em 21/10/2008 às 11:10, por Érika Valois/ Redação Portal IMPRENSA.

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Na última segunda-feira (20), a equipe do Jornal do Dia , de Macapá (AP), foi impedida de entrar no canil da cidade - mantido pela Secretaria Municipal de Saúde - para realizar uma reportagem sobre os recentes casos de raiva registrados no Estado.

Segundo a página virtual do periódico, depois dos casos de raiva animal encontrados nos municípios de Santana e Mazagão, a intenção do diário era esclarecer a população a respeito dos riscos de contrair a doença - que é letal tanto para os animais quanto para o ser humano - e informar medidas de prevení-la. A equipe do jornal procurou, por dois dias, o departamento de Zoonoses, da sede da Vigilância Sanitária Municipal, mas em nenhuma das visitas encontrou alguém responsável para falar sobre o assunto. Uma funcionária do órgão orientou a reportagem a procurar o canil municipal.

A equipe do Jornal do Dia se dirigiu, então, ao local para saber quais as providências de prevenção e captura tomadas pela prefeitura municipal frente as ocorrências registradas em Macapá, levando em consideração o alto número de cães sem dono que circulam pelas ruas da cidade.

No entanto, ao chegar ao canil, por volta das 11h da última segunda-feira (20), os repórteres foram barrados de entrar no prédio público por um funcionário do estabelecimento. Ele informou que a direção não poderia receber a equipe porque estava em reunião em um outro prédio e que a imprensa não estava autorizada a entrar no prédio.

"Jornalista está proibido de entrar aqui", disse o funcionário - que não quis se identificar - diante da insistência do repórter Gustavo Barbosa em saber o motivo do veto da entrada da equipe.

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Gustavo contou que mal chegou ao local e já foi impedido de entrar. "Mal desci do carro e o funcionário disse que imprensa não podia entrar lá e que ele estava cumprindo ordens. Nem cheguei a sacar o gravador. Ainda tentamos fazer uma foto, mas também não conseguimos, pois tanto o segurança quanto o funcionário - os únicos que estavam no local - se 'esconderam' e fecharam a porta ao perceber que iríamos fotografar a fachada do prédio", relatou. "Tentei mudar de estratégia, dizendo que queria adotar um cão, mas não adiantou", contou o jornalista.

A Secretaria Municipal de Saúde de Macapá também foi procurada pela redação do Portal IMPRENSA, mas os dois números de contato do órgão informam que o telefone não está disponível para receber chamadas.

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