Equador fecha empresa que congrega mais de 20 veículos de comunicação públicos
O surto de coronavírus tem se revelado uma ameaça também para os meios de comunicação públicos. No Equador, o presidente conservador LenínMoreno incluiu entre as medidas para o enfrentamento da epidemia o encerramento da Empresa de Medios Públicos.
Atualizado em 23/03/2020 às 08:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
se revelado uma ameaça também para os meios de comunicação públicos.
No Equador, o presidente conservador Lenín Moreno incluiu entre as medidas para o enfrentamento da epidemia o encerramento da Empresa de Medios Públicos. A justificativa foi a de corte nos gastos do governo.
Criada en 2016 pelo ex-presidente Rafael Correa, a empresa inclui mais de 20 veículos, como o El Telégrafo, El Tiempo, Ecuador TV e Pública FM.
As medidas anunciadas pelo governo Moreno para enfrentamento do coronavírus também incluem aumento de 0,75% do imposto de renda na fonte de empresas privadas de telecomunicação.
Edison Lanza, relator para liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), condenou a decisão de encerrar a Empresa de Medios Publicos, alertando que ela afetará a diversidade e o pluralismo da imprensa equatoriana.
“Os veículos de comunicação públicos do Equador precisavam de racionalização e democratização, não que fossem simplesmente suprimidos", ponderou Lanza.
Gustavo Gómez, diretor da Observacom, instituição voltada à defesa da liberdade de expressão na América Latina, alegou que, sem “comunicação pública não há garantias de diversidade na mídia”.
No Equador, o presidente conservador Lenín Moreno incluiu entre as medidas para o enfrentamento da epidemia o encerramento da Empresa de Medios Públicos. A justificativa foi a de corte nos gastos do governo.
Criada en 2016 pelo ex-presidente Rafael Correa, a empresa inclui mais de 20 veículos, como o El Telégrafo, El Tiempo, Ecuador TV e Pública FM.
As medidas anunciadas pelo governo Moreno para enfrentamento do coronavírus também incluem aumento de 0,75% do imposto de renda na fonte de empresas privadas de telecomunicação.
Edison Lanza, relator para liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), condenou a decisão de encerrar a Empresa de Medios Publicos, alertando que ela afetará a diversidade e o pluralismo da imprensa equatoriana.
“Os veículos de comunicação públicos do Equador precisavam de racionalização e democratização, não que fossem simplesmente suprimidos", ponderou Lanza.
Gustavo Gómez, diretor da Observacom, instituição voltada à defesa da liberdade de expressão na América Latina, alegou que, sem “comunicação pública não há garantias de diversidade na mídia”.





