Equador ajudou Snowden sem autorização de superiores, afirma Correa
Em entrevista publicada na última terça-feira (2/7) pelo jornal The Guardian, o presidente equatoriano, Rafael Correa, negou que o país tenha intencionalmente facilitado a viagem de Edward Snowden para Moscou e que um documento temporário de autorização de viagens foi dado ao americano sem a devida validade.
Atualizado em 03/07/2013 às 10:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
terça-feira (2/7), pelo The Guardian , o presidente equatoriano, Rafael Correa, negou que o país tenha intencionalmente facilitado a viagem de Edward Snowden para Moscou e que um documento temporário de autorização de viagens foi dado ao americano sem a devida validade.
Crédito:Divulgação Presidente disse que autorização de asilo para Snowden está invalidada
Segundo O Globo , os papéis foram assinados por Fidel Narvaez, cônsul equatoriano em Londres, com o apoio do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está refugiado na embaixada do Equador, no Reino Unido. Contudo, o diplomata não obteve a autorização de instâncias superiores, o que invalidaria o documento.
“O cônsul, em sua interpretação, provavelmente não conseguiu entrar em contato com o ministro das Relações Exteriores. Eram 4h da manhã onde ele estava. O cônsul emitiu um salvo-conduto sem validade, sem autorização, sem que nós soubéssemos disso”, afirmou Correa.
E acrescentou: “Foi um erro de nossa parte. Olha, essa crise veio em um momento muito vulnerável. Nosso chanceler estava na Ásia. Nosso vice-chanceler estava na República Tcheca. Nosso embaixador nos EUA estava na Itália”.
Ainda de acordo com o presidente, o salvo-conduto foi emitido no dia 22 de junho, mas invalidado cinco dias depois. Ele acredita que Narvaez e Assange decidiram se responsabilizar pela questão pois temiam que Snowden fosse capturado. O cônsul deve sofrer punições, mas Correa ressalta que os dois agiram com boa fé e que o incidente não prejudicou as relações do país com o fundador do WikiLeaks.
Em relação ao pedido de asilo do ex-técnico da CIA, o presidente equatoriano foi cuidadoso. Ele afirmou ao The Guardian que seu país não está analisando a questão, pois a solicitação tem de ser feita no território de seu país. Correa também assegurou que o Equador não vai emitir mais nenhuma autorização para que Snowden deixe o aeroporto de Moscou.
“O direito ao pedido de asilo é uma coisa, mas ajudar alguém a viajar de um país para outro é uma questão diferente”, declarou.
Apesar das justificativas de Correa, os comentários do presidente vem após um comunicado cheio de expressões de gratidão do ex-funcionário da CIA, emitido após sua viagem até Moscou.
“Devo expressar o meu profundo respeito pelos princípios e sinceros agradecimentos para a ação do governo equatoriano ao considerar o meu pedido de asilo político”, disse a carta, em espanhol e atribuída a Snowden.
“Há poucos líderes mundiais que se arriscam pelos direitos humanos de um indivíduo contra o governo mais poderoso da Terra, e a bravura do Equador e do seu povo é um exemplo para o mundo”, acrescentou o texto.
O ex-técnico da CIA está abrigado no aeroporto internacional esperando que um dos seus 21 pedidos de asilo seja concedido.
Crédito:Divulgação Presidente disse que autorização de asilo para Snowden está invalidada
Segundo O Globo , os papéis foram assinados por Fidel Narvaez, cônsul equatoriano em Londres, com o apoio do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está refugiado na embaixada do Equador, no Reino Unido. Contudo, o diplomata não obteve a autorização de instâncias superiores, o que invalidaria o documento.
“O cônsul, em sua interpretação, provavelmente não conseguiu entrar em contato com o ministro das Relações Exteriores. Eram 4h da manhã onde ele estava. O cônsul emitiu um salvo-conduto sem validade, sem autorização, sem que nós soubéssemos disso”, afirmou Correa.
E acrescentou: “Foi um erro de nossa parte. Olha, essa crise veio em um momento muito vulnerável. Nosso chanceler estava na Ásia. Nosso vice-chanceler estava na República Tcheca. Nosso embaixador nos EUA estava na Itália”.
Ainda de acordo com o presidente, o salvo-conduto foi emitido no dia 22 de junho, mas invalidado cinco dias depois. Ele acredita que Narvaez e Assange decidiram se responsabilizar pela questão pois temiam que Snowden fosse capturado. O cônsul deve sofrer punições, mas Correa ressalta que os dois agiram com boa fé e que o incidente não prejudicou as relações do país com o fundador do WikiLeaks.
Em relação ao pedido de asilo do ex-técnico da CIA, o presidente equatoriano foi cuidadoso. Ele afirmou ao The Guardian que seu país não está analisando a questão, pois a solicitação tem de ser feita no território de seu país. Correa também assegurou que o Equador não vai emitir mais nenhuma autorização para que Snowden deixe o aeroporto de Moscou.
“O direito ao pedido de asilo é uma coisa, mas ajudar alguém a viajar de um país para outro é uma questão diferente”, declarou.
Apesar das justificativas de Correa, os comentários do presidente vem após um comunicado cheio de expressões de gratidão do ex-funcionário da CIA, emitido após sua viagem até Moscou.
“Devo expressar o meu profundo respeito pelos princípios e sinceros agradecimentos para a ação do governo equatoriano ao considerar o meu pedido de asilo político”, disse a carta, em espanhol e atribuída a Snowden.
“Há poucos líderes mundiais que se arriscam pelos direitos humanos de um indivíduo contra o governo mais poderoso da Terra, e a bravura do Equador e do seu povo é um exemplo para o mundo”, acrescentou o texto.
O ex-técnico da CIA está abrigado no aeroporto internacional esperando que um dos seus 21 pedidos de asilo seja concedido.





