Envolvido em polêmica imobiliária, jornal baiano A Tarde tem sua sede disputada por empreiteiras
Envolvido em polêmica imobiliária, jornal baiano A Tarde tem sua sede disputada por empreiteiras
Atualizado em 02/03/2011 às 16:03, por
Flávio Costa/Redação Revista IMPRENSA.
Envolvido em polêmica imobiliária, jornal baiano A Tarde tem sua sede disputada por empreiteiras
Por As construtoras Odebrecht e OAS disputam a compra da sede do jornal baiano A Tarde , localizada na avenida Tancredo Neves, centro financeiro de Salvador, afirmou em seu blog o jornalista Claudio Humberto. As duas empresas baianas são sócias em empreendimentos milionários no estado, a exemplo do estádio soteropolitano para a Copa do Mundo de 2014, a Nova Fonte Nova, cuja reconstrução gira em torno de R$ 590 milhões.Além do blog do porta-voz da Presidência da República no governo Collor, informes sobre negociação também foram publicados por sites especializados em economia da Bahia. A ex-editora de Empregos & Negócios de A Tarde , Sara Barnuevo, afirmou ao Portal IMPRENSA ter informação de que o terreno será entregue a Odebrecht em 2012, ano em que o jornal comemora seu centenário.
"O negócio seria sacramentado na base da permuta física, cabendo à família Simões (proprietária de A Tarde ) algumas unidades do empreendimento em troca do terreno. Durante o período de construção, a Odebrecht se encarregará de alocar a Desenbahia e a redação de A Tarde em algum dos seus imóveis", escreveu Barnuevo .
Procurada pelo Portal IMPRENSA, a Odebrecht respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que "não confirma a negociação". Por sua vez, o superintendente do Grupo A Tarde, Sylvio Simões foi taxativo em sua negativa: "Não há nada, não estamos negociando a sede com quem quer que seja". Porém, ele admitiu que o parque gráfico do jornal será transferido para cidade de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador. A reportagem ainda aguarda contato da construtora OAS.
Caso Aguirre
A Tarde passou por uma crise há menos de um mês, após a direção demitir, em 10 de fevereiro, o repórter Aguirre Peixoto, por suposta pressão de empresas do mercado imobiliário de Salvador. Ele publicou matérias em que denunciava crimes ambientais de empreiteiras e construtoras em obras em parceria com o governo do estado. Em retaliação à demissão, a redação entrou em "estado de greve" e o editor-chefe Florisvaldo Matos se demitiu, sendo substituído por Ricardo Mendes.
Diante da repercussão do caso, a direção readmitiu Aguirre Peixoto, mas impôs uma suspensão de 30 dias. O repórter aceitou voltar ao jornal após a punição ser anulada. Ele recebeu ainda duas semanas de folga em razão de horas acumuladas de trabalho. "Foi um erro pontual e o episódio já foi superado", declarou Sylvio Simões.
A Tarde contratou duas consultorias para reestruturar a empresa depois que o jornal perdeu a liderança histórica em circulação na Bahia para o concorrente Correio , a partir de outubro do ano passado. Relatório do IVC do último mês de janeiro indica que o jornal da família do falecido Antonio Carlos Magalhães vendeu 53,4 mil exemplares em média, e A Tarde , 46 mil.
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