Entrevista de Battisti à revista IstoÉ repercute na imprensa internacional
Entrevista de Battisti à revista IstoÉ repercute na imprensa internacional
Entrevista de Battisti à revista IstoÉ repercute na imprensa internacional
A entrevista exclusiva concedida pelo ex-militante de extrema-esquerda italiano Cesare Battisti à revista IstoÉ gerou repercussão internacional. Sua conversa com a publicação na penitenciária da Papuda, em Brasília, foi comentada por jornais tradicionais como o francês Le Figaro e o italiano Corriere della Sera .
Condenado por quatro homicídios na Itália na década de 70, quando fazia parte do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, Battisti vive no Brasil desde 2007, e no dia 13 de janeiro recebeu asilo político do ministro da Justiça, Tarso Genro. A decisão do ministro causou mal-estar entre o governo italiano e o brasileiro.
Na reportagem, Battisti deu declarações, entre outros assuntos, sobre comunismo e guerrilha, e negou ter cometido os assassinatos. Enquanto o Corriere della Sera reproduziu em italiano a entrevista da IstoÉ, o Figaro comentou o conteúdo das informações.
Battisti declarou que pessoas do serviço secreto da França o orientaram a deixar o país. "A ideia de minha fuga para o Brasil foi de um integrante do serviço secreto da França. No escritório de meus advogados franceses, um deles me disse que a Itália estava pressionando, por causa das denúncias que eu fazia em meus livros. E ele me falou do Brasil, lembrou que havia muitos refugiados italianos no Brasil", disse.
Battisti se favoreceu na França de um posicionamento do presidente François Miterrand, que prometia não extraditar ex-ativistas italianos refugiados acusados de terrorismo. Em 2004, quando essa doutrina foi revista, ele veio para o Brasil. "O ex-membro das Brigadas Vermelhas afirmou em uma entrevista à revista brasileira IstoÉ que sua partida clandestina da França foi favorecida pelo Estado", informou o jornal francês.
"As revelações do ex-terrorista, devem complicar ainda mais as relações entre Roma e Paris, já abaladas por uma campanha da imprensa italiana afirmando que Carla Sarkozy pediu ao presidente Lula que não autorize a extradição de Battisti à Itália", completou o Figaro .
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