Entre a cruz e a antena

Entre a cruz e a antena

Atualizado em 08/08/2008 às 17:08, por Karina Padial.

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A história do padre brasileiro que inventou o rádio antes de Marconi, mas teve seu nome apagado pelos historiadores

O grande magazine Mappin anunciava: "Apparelhos de radiotelephonia Atwater Kent. Ouve-se Buenos Aires, Rio, Motevideo, B. Horizonte em alto-falante. Demonstrações grátis". Era fevereiro de 1924 e o rádio despertava em São Paulo como parte do processo de modernização da cidade, sob os olhares curiosos e espantados de quem não conhecia a comunicação sem fio.


Oficialmente, o rádio - comercializado no Brasil após a primeira transmissão, em 1922, durante as comemorações do Centenário da Independência - foi inventado pelo italiano Guglielmo Marconi. Em 1895, Marconi conseguiu, em Bolonha, sua primeira transmissão de sinais à distância, sem fios, entre dois pontos separados por uma centena de metros. Nascia a radiotelegrafia. Registrou a patente do seu aparelho, na Inglaterra, sob o número 12.039, em 1896. Já em 1901, Marconi escutou no aparelho receptor três sinais breves, em rápida sucessão, fracos, mas claros. Era a letra "S" do alfabeto Morse. As ondas eletromagnéticas tinham atravessado o Atlântico da estação de Poldhu, na Inglaterra, à estação de Terranova, no Canadá.


O que os curiosos não sabiam é que a novidade importada já tinha sido inventada no Brasil há duas décadas. Roberto Landell de Moura, um padre gaúcho, realizou com pleno êxito experiências de transmissão e recepção sem fio entre 1893 e 1894, segundo Ernani Fornari, autor do livro "O incrível Pe. Landell de Moura".

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