Entrada de novas operadoras de celular em São Paulo devem atingir a classe D
Entrada de novas operadoras de celular em São Paulo devem atingir a classe D
A chegada das operadoras "aeiou" e Oi no mercado paulista, em setembro e outubro, respectivamente, deve possibilitar o uso de celulares pela população de classe D. Isso porque, segundo publicado pela agência Reuters, as operadoras que atuam no Estado (atualmente Vivo, TIM e Claro) já alcançaram a meta com as classes de maior renda e pretendem buscar novos usuários onde o índice de teledensidade - onde é medido o número de celulares em cada 100 habitantes - ainda está abaixo da meta.
Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Goiás possuem índices mais altos que em São Paulo, e, de acordo com a Anatel, não há justificativas para isso, pois a renda dos paulistas é maior que nos estados mencionados. Júlio Puschel, analista do Yankee Group, disse à Reuters que "as operadoras ainda não trabalharam o potencial da classe D", que têm um público com comportamento de compra diferente, mas com potencial, na sua avaliação. "Com duas novas operadoras, existe a possibilidade desse segmento ingressar no celular, principalmente se tiver possibilidade de carregar créditos de menor valor e por um prazo maior", ponderou Puschel.
Mesmo com duas novas empresas no mercado, o ranking das três grandes operadoras em número de clientes não deve mudar, apesar da aposta de novas estratégias adotadas pela Oi e "aeiou". "A Oi até tem um certo fôlego para brigar por tarifa, mas não tanto quanto uma América Móvil [Claro] ou uma Telefónica [Vivo]", disse o analista. No caso da "aeiou", Puschel acredita que é preciso definir melhor sua estratégia, já que tem foco no público jovem (pouco preocupado com o preço, e sim, com os modelos em si) e uma operação baseada na internet (que só atinge de 30 a 40% da população brasileira).
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