Entidades repudiam detenção de jornalistas na cobertura do jogo Criciúma e Paraná Clube
Os Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) e de Santa Catarina (SJSC) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)
Atualizado em 21/11/2019 às 13:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
repudiam a detenção de dois jornalistas na cobertura do jogo entre Criciúma e Paraná Clube, em Criciúma, na noite de terça-feira.
O assessor de imprensa do Paraná Clube, Irapitan Costa, teve o celular apreendido e foi detido pela Polícia Militar de Santa Catarina ao tentar registrar uma ação truculenta da PM contra o diretor do Paraná Clube Alex Brasil.
Ao tentar narrar e tentar filmar a detenção de Irapitan, o repórter da rádio Transamérica Jairo Silva Junior também teve seu celular apreendido e narrou sua “prisão” ao vivo.
Crédito:Reprodução Os jornalistas foram liberados por volta das 22 horas sem os celulares com as imagens dos abusos cometidos pelos policiais.
“Nos disseram que em Santa Catarina existe uma lei que determina que qualquer pessoa que filme uma abordagem policial tem o celular aprendido como prova de defesa da PM. A gente ficou uma hora por lá, assinamos um termo circunstanciado e o compromisso de ter de voltar no dia 19 de fevereiro de 2020 para uma audiência. Eles disseram que vão devolver meus dois celulares, mas eu terei de voltar até Criciúma para pegar”, disse Jairo em entrevista ao Uol.
“Os sindicatos e a Fenaj repudiam a ação truculenta de autoridades policiais no sentido de impedir o livre exercício profissional e presta sua total solidariedade aos colegas. Qualquer tentativa de cerceamento à liberdade de expressão e profissional é uma agressão e deve ser rechaçada pela sociedade”, diz a nota conjunta.
As entidades entendem que é inadmissível que o equipamento de trabalho dos profissionais permaneça confiscado pela PM para serem juntados a um processo judicial. “Sindicatos e a FENAJ irão oficiar, ainda, a CBF para solicitar esclarecimentos quanto à conduta do delegado da partida, que determinou a apreensão dos aparelhos dos profissionais. A regra para filmagens em estádio proíbe a transmissão e captação de imagem da partida, essa com direitos comercializados.”
Em entrevista à rádio Banda B, Alex Brasil contou que foi agredido e lamentou o ocorrido. “A PM estava me tirando com agressividade e infelizmente não puderam filmar. O companheiro da rádio Transamérica não pôde fazer seu trabalho. Fico indignado com isso. Agora ele vai passar por esse transtorno. Sabe até que horas vai ficar ali”, explicou.
O assessor de imprensa do Paraná Clube, Irapitan Costa, teve o celular apreendido e foi detido pela Polícia Militar de Santa Catarina ao tentar registrar uma ação truculenta da PM contra o diretor do Paraná Clube Alex Brasil.
Ao tentar narrar e tentar filmar a detenção de Irapitan, o repórter da rádio Transamérica Jairo Silva Junior também teve seu celular apreendido e narrou sua “prisão” ao vivo.
Crédito:Reprodução Os jornalistas foram liberados por volta das 22 horas sem os celulares com as imagens dos abusos cometidos pelos policiais.
“Nos disseram que em Santa Catarina existe uma lei que determina que qualquer pessoa que filme uma abordagem policial tem o celular aprendido como prova de defesa da PM. A gente ficou uma hora por lá, assinamos um termo circunstanciado e o compromisso de ter de voltar no dia 19 de fevereiro de 2020 para uma audiência. Eles disseram que vão devolver meus dois celulares, mas eu terei de voltar até Criciúma para pegar”, disse Jairo em entrevista ao Uol.
“Os sindicatos e a Fenaj repudiam a ação truculenta de autoridades policiais no sentido de impedir o livre exercício profissional e presta sua total solidariedade aos colegas. Qualquer tentativa de cerceamento à liberdade de expressão e profissional é uma agressão e deve ser rechaçada pela sociedade”, diz a nota conjunta.
As entidades entendem que é inadmissível que o equipamento de trabalho dos profissionais permaneça confiscado pela PM para serem juntados a um processo judicial. “Sindicatos e a FENAJ irão oficiar, ainda, a CBF para solicitar esclarecimentos quanto à conduta do delegado da partida, que determinou a apreensão dos aparelhos dos profissionais. A regra para filmagens em estádio proíbe a transmissão e captação de imagem da partida, essa com direitos comercializados.”
Em entrevista à rádio Banda B, Alex Brasil contou que foi agredido e lamentou o ocorrido. “A PM estava me tirando com agressividade e infelizmente não puderam filmar. O companheiro da rádio Transamérica não pôde fazer seu trabalho. Fico indignado com isso. Agora ele vai passar por esse transtorno. Sabe até que horas vai ficar ali”, explicou.





