Entidades repudiam ataques a repórter após crítica de ministro da Educação

Após uma crítica feita pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, a repórter Isabella Palhares, do jornal Estadão, passou a sofrer uma série de ataques nas redes sociais, com mensagens agressivas e ofensas misóginas.

Atualizado em 10/10/2019 às 13:10, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Reprodução No dia 7 de outubro, Weintraub escreveu no Twitter: “Hoje fui surpreendido pelo péssimo "jornalismo" de Isabela Palhares, que infelizmente "trabalha" no Estadão. Vejam a matéria desta "jornalista" e comparem com o vídeo inteiro de minha fala (8 minutos)”.

Crédito:Reprodução A crítica foi contra a reportagem “Ministro entrega ônibus escolares comprados na gestão anterior e diz fazer 'muito com pouco’”, publicada no mesmo dia.

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), a Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) e a organização Jornalistas Contra o Assédio publicaram uma nota de repúdio conjunta em solidariedade a Isabela Palhares.

“O ministro tem direito de não gostar de uma reportagem e de criticar o autor ou a autora. No caso em questão, porém, não se trata de crítica, mas de ataque e tentativa de intimidação em uma plataforma pública”, diz a nota.

Segundo as entidades, Weintraub não contesta informações da reportagem, apenas ataca a jornalista. “Ao identificá-la diretamente, deu instrumentos para que seus simpatizantes encontrassem seus perfis em redes sociais e a assediassem... Ataques pessoais a jornalistas e tentativas de desqualificar o trabalho da imprensa são expedientes antidemocráticos e agridem o direito à informação de toda a sociedade”, repudiam as entidades.

No Twitter, Isabella comentou o apoio que recebeu. “Pra cada tentativa de intimidação, novo fôlego pra continuar brigando pelo jornalismo. Sou só agradecimento a todos os colegas que me deram tanta apoio nos últimos dias. Seguimos juntos e fortes <3 Isabella também comentou “, escreveu.
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