Entidades repudiam agressão de índios contra equipe da TV Record no MS

Entidades repudiam agressão de índios contra equipe da TV Record no MS

Atualizado em 02/09/2008 às 18:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) divulgou um comunicado nesta terça-feira (02) repudiando a agressão dos índios da tribo Terena contra uma equipe da MS Record, afiliada da emissora no Mato Grosso do Sul.

O repórter Edson Godoy, o repórter cinematográfico Cleiton Bernardi e o auxiliar Erick Machado foram ameaçados e tiveram seu material de trabalho confiscado enquanto gravavam uma reportagem sobre a ocupação indígena da fazenda Petrópolis, propriedade do ex-governador do estado, Pedro Pedrossian, na cidade de Miranda (MS).

Clayton Sales, presidente do Sindjor-MS, declarou que a categoria repudiou a reação dos índios. "Isso é um cerceamento violento à liberdade de imprensa, ao exercício do jornalismo. É intolerável, mesmo se tratando de população indígena. Temos que cobrar uma ação das autoridades responsáveis", disse.

Para ele, a imprensa está sofrendo com o descaso das autoridades em relação à questão indígena no Brasil. "Tudo isso é parte de um processo. Ninguém teve coragem de mexer nessa ferida, e quando a imprensa vai cumprir sua função de levar a informação para a população acontece este tipo de coisa. Toda a sociedade é vitima disso", concluiu o comunicado.

O movimento MS Contra a Violência também se posicionou contra o ataque. "Essa atitude dos índios merecem nosso repúdio", disse Gustavo Giacchini, advogado da entidade. Segundo ele, a suspeita de que fazendeiros da região estariam se armando contra os índios também é condenável.

"A Funai deve orientar os índios, que estão sob sua tutela, a cumprir o mandado judicial de reintegração de posse. Esse é o caminho legal. Esse é o único caminho", afirmou Giacchini.

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