Entidades realizam ato contra “desmonte” da Rádio e TV Cultura
Está marcado para esta terça-feira (3/4), às 19h, um ato pedindo maior democratização no conselho curador da Fundação Padre Anchieta. O objetivo do protesto realizado no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo é denunciar o que as entidades organizadoras classificam como “desmontes” nas rádios e TV Cultura.
Atualizado em 03/04/2012 às 14:04, por
Luiz Gustavo Pacete.
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João Sayad O ato é organizado por cinco organizações, como a Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), A Frente Paulista pela Liberdade de Expressão, o Coletivo Intervozes e o Sindicato dos Radialistas de São Paulo.
João Brant, diretor do Coletivo Intervozes, explica que entre a gestão de Paulo Markun e a atual de João Sayad, a situação piorou sensivelmente na TV Cultura. “A gestão anterior tinha sérios problemas, mas não deixava claro um projeto de desmonte, como vem acontecendo agora”.
Brant explica que houve uma primeira onda assim que Sayad assumiu a Fundação que quase acabou com programas tradicionais e registrou várias demissões. "Agora, com a chegada da TV Folha, mais uma vez é necessário discutir o papel da Cultura. Ela é uma TV pública e, a partir do momento em que ela dá espaço a um programa jornalístico ligado a uma empresa que já cumpre um papel hegemônico, está reforçando o poder de concentração da mídia”, diz Brant sobre o programa da Folha de S.Paulo que estreou em março.
O ato também tem o apoio da Revista Caros Amigos , Revista Fórum , Agência Carta Maior e a Rede Brasil Atual. IMPRENSA aguarda o contato da Fundação Padre Anchieta para comentar sobre o protesto.






