Entidades propõem proibição nas redes de conteúdos que deslegitimem eleições
Lembrando que os sistemas de difusão de desinformação são capazes de influenciar nos resultados eleitorais de diferentes países, mais de 90 entidades brasileiras representativas da sociedade civil lançaram nesta quinta-feira (7) um documento que cobra das empresas de redes sociais na internet um maior combate à desinformação nas eleições do país.
Atualizado em 07/07/2022 às 10:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Dentre os signatários estão Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Pacto pela Democracia, Conectas, Coalizão Negra por Direitos, Coalizão Direitos na Rede e Observatório do Clima.
Direcionado a Facebook, Instagram, WhatsApp (controladas pela Meta), Google, YouTube (da Alphabet), Twitter, LinkedIn, TikTok, Kwai e Telegram, o texto contém mais de duas dezenas de recomendações, que abordam temas como moderação de conteúdo, anúncios, violência contra minorias e desinformação eleitoral e ambiental.
Dentre as propostas, destaque para a proibição de "conteúdos com alegação infundada de fraude eleitoral ou ataque à integridade do sistema eleitoral". Crédito:
Sem citar o presidente Jair Bolsonaro, que tem reiteradamente contestado a legitimidade das eleições brasileiras, o documento sugere a criação de canais diretos de comunicação com a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral "para o caso de uma crise institucional".
Conteúdo sensível
Outra ideia é classificar, a exemplo do que o Facebook teria feito nos Estados Unidos em 2020, como conteúdo sensível anúncios patrocinados sobre temas "na ordem do dia da eleição".
O texto também propõe proibir a monetização e o impulsionamento de desinformação sobre "meio ambiente, clima e povos tradicionais", além de demandar a inclusão de pesquisadores brasileiros na plataforma de transparência do Facebook e a expansão da biblioteca de anúncios do Google, para que passe a contemplar candidatos a cargos estaduais.
Salientando que não são poucos os registros de erros na moderação de conteúdo das plataformas, o manifesto defende ainda a criação de ferramentas que garantam a volta ao "processo democrático" de "pessoas que tiveram a liberdade de expressão prejudicada indevidamente".
O documento também defende a moderação e rápida remoção de conteúdos que ameacem candidatos negros, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+ e mulheres candidatas.





