Entidades não se pronunciam sobre pedido de prisão do governo Maduro contra jornalista venezuelana
À exceção da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa, na sigla em espanhol), até o fechamento desta notícia, entidades representativas de
À exceção da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa, na sigla em espanhol), até o fechamento desta notícia, entidades representativas de jornalistas, incluindo a IFJ (Federação Internacional de Jornalistas, na sigla em inglês) e a FATPREN (Federação Argentina dos Trabalhadores de Imprensa, na sigla em espanhol), não se pronunciaram sobre a emissão de um mandado de prisão, no último dia 22, pelo procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, contra a jornalista venezuelana Sebastiana Barráez.
Especialista em temas militares, Sebastiana é corresponde do site de notícias argentino Infobae. Com sede em Buenos Aires, o veículo foi fundado em 2002 pelo empresário Daniel Hadad e atualmente se apresenta como o site jornalístico mais lido da Argentina, à frente do Clarin e do La Nacion.
Junto com outras 13 pessoas, incluindo youtubers, advogados e ativistas de direitos humanos, a jornalista foi acusada de conspirar contra o governo do presidente Nicolás Maduro. Também pesam contra Sebastiana acusações de participação em um plano para assassinar Maduro. 32 detenções
Em 15 de janeiro, Maduro disse que conspirações contra ele e figuras governamentais de alto escalão foram desmanteladas entre maio e dezembro.
Por sua vez, o procurador-geral informou que 32 pessoas, incluindo civis e militares, já foram detidas devido às supostas conspirações. A jornalista Sebastiana Barráez, que vive no exterior, segue em liberdade.
Ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino alegou que as conspirações contaram com a ajuda de militares.
Entre os acusados de conspiração, a ativista de direitos humanos Tamara Suju afirmou no X (antigo Twitter) que o governo Maduro "continua a criminalizar o trabalho de advogados e defensores dos direitos humanos”.
Sobre a acusação de conspirar para o assassinato de Maduro, a jornalista Sebastiana Barráez afirmou ao Infobae que acredita na vida e na justiça de Deus. " (...) nós que somos cristãos não apostamos na morte. (...) E não é porque eu acredite que quem o faz não tenha motivos para isso.”
Ainda segundo Sebastiana, o regime chavista "aposta na tortura, na morte, na mentira" e seus integrantes "acreditam que ficam impunes porque estão no poder".





