Entidades de defesa do Jornalismo acusam Irã de limitar cobertura de manifestações
Entidades de defesa do Jornalismo acusam Irã de limitar cobertura de manifestações
Nesta terça-feira (16), a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) acusaram as autoridades do Irã tentarem limitar a cobertura das manifestações ocorridas após as eleições presidenciais no dia 12 de junho.
Como exemplo de intimidação e censura, a FIJ citou os dois jornalistas holandeses e a equipe da emissora espanhola TVE, que foram detidos e expulsos do país.
Para Aidan White, secretário-geral da entidade, "a intimidação da imprensa surge após o presidente Ahmadinejad tentar culpar a comunicação social pelos seus problemas. Ele quer culpar os jornalistas estrangeiros pelos protestos dos iranianos, mas os repórteres estão fazendo o seu trabalho e não podem ser bodes expiatórios desta crise".
Segundo o dirigente da FIJ, medidas como censura e proibição do trabalho de jornalistas "não vai convencer o mundo de que estas eleições foram justas".
Considerando que "uma eleição democrática permite que os jornalistas monitorem o processo eleitoral e investiguem acusações de fraude", a RSF lamenta que nenhuma destas condições tenha sido verificada, e apela à comunidade internacional para que "não reconheça os resultados enquanto o processo eleitoral estiver sujeito a censura".
Já o CPJ pediu que as autoridades iranianas "acabem de imediato com ameaças e ataques contra a imprensa, e a garantam que os jornalistas possam fazer o seu trabalho em liberdade".
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