Entidades da imprensa protestam contra morte de jornalista em GO
Na última quinta-feira (3/10), entidades representativas da imprensa em Goiás se reuniram em audiência publica na sede da Assembleia Legislativa, em Goiânia, para protestar contra o assassinato do radialista e cronista esportivo, Valério Luiz de Oliveira, em julho do ano passado, em frente à Rádio Jornal 820 AM, local onde trabalhava.
Segundo o Terra, a investigação policial sobre o caso, que durou 8 meses, concluiu que o radialista foi morto a tiros por ter feito comentários críticos contra a então diretoria do Atlético Clube Goianiense e que o empresário e ex-vice-presidente do Clube, o cartorário Maurício Sampaio, foi o mandante do crime. Urbano de Carvalho Malta e o sargento da PM, Djalma da Silva, teriam organizado o assassinato com o auxílio do açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier. Ainda segundo o inquérito, o cabo da PM, Ademá Figueiredo, foi o executor do radialista.
Todos os acusados estão em liberdade por concessão de habeas corpus . O juiz responsável pelo caso ainda vai estabelecer se realizará ou não um júri popular. No entanto, a família de Valério pede a federalização do julgamento, pois acredita que as dificuldades enfrentadas para manter os acusados presos ocorrem pela possível influência do poder econômico do empresário Maurício Sampaio junto ao Judiciário do Estado. A ideia já foi apoiada pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
Para o presidente da Associação Goiana de Imprensa, Valterli Guedes, o assassinato de Valério Luiz constituiu um atentado contra toda sociedade e, principalmente, contra todos os comunicadores. “Crimes desta natureza precisam ser punidos como prevenção contra outras situações deste tipo”, disse o presidente, informando que já levou o caso a Associação Brasileira de Imprensa, em busca de apoio.
Romes Xavier, presidente da Associação dos Cronistas Esportivos de Goiás, ressaltou que de acordo com pesquisa feita pela entidade, Valério é o único jornalista que atuava na cobertura esportiva assassinado no Brasil. “Não temos em arquivo um caso em Goiás, e no Brasil, de um jornalista esportivo que foi assassinado por emitir sua opinião”, pontuou. “Nós lutamos para que tenhamos o direito de emitir opiniões, sem ter que pagar com a própria vida pelo aquilo que se fala”, disse.
Leia também
- - -






