Entidades criticam pedido de investigação contra jornalistas feito por promotor eleitoral
Entidades de defesa do jornalismo, incluindo Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), ANJ (Associação Nacional de Jornais) e Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo, criticaram os pedidos de investigação contra os jornalistas Artur Rodrigues, do jornal Folha de S.
Atualizado em 08/12/2023 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Paulo, e Joaquim de Carvalho, do site Brasil 247.
Feitas mediante alegação de suspeita de "feitura de matérias que contêm conteúdo inverídico", as solicitações foram encaminhadas à Justiça Eleitoral, no início da semana, pelo promotor Fabiano Augusto Petean. Crédito: Reprodução Globonews Então candidato ao governo de SP, Tarcísio de Freitas se refugia durante tiroteio em Paraisópolis
O caso envolve um episódio ocorrido nas eleições de 2022, quando um integrante da equipe do então candidato a governador de São Paulo Tarcísio de Freitas mandou que o cinegrafista Marcos Andrade, da Jovem Pan, apagasse o vídeo de um tiroteio ocorrido durante evento de campanha na favela de Paraisópolis, situada na capital paulista.
Abin
O profissional da Jovem Pan havia gravado imagens de uma troca de tiros entre a polícia e supostos criminosos, que acabou com um homem morto. Um áudio publicado pela Folha e pelo Brasil 247 revelou que Fabrício Cardoso de Paiva, que trabalha na Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e integrava a equipe de Tarcísio, mandou o cinegrafista apagar o vídeo.
O cinegrafista relatou à época que achou o pedido "muito estranho" e que acabou não apagando as imagens. Embora isso não tenha sido confirmado, o tiroteio acabou sendo interpretado por boa parte do eleitorado como um atentado contra Tarcísio.
O caso foi levado à Justiça Eleitoral para apurar se a equipe de Tarcísio havia divulgado fatos inverídicos capazes de influenciar o eleitorado.
Além de pedir a investigação dos jornalistas, o promotor eleitoral requisitou o arquivamento dessa investigação contra o atual governador paulista.
A solicitação do promotor também inclui pedidos de interrogatórios com "diretores de reportagem que autorizaram a divulgação das matérias constantes dos autos".
Os pedidos do promotor eleitoral serão analisados pelo juiz responsável pela 1ª Zona Eleitoral do município de São Paulo.
Feitas mediante alegação de suspeita de "feitura de matérias que contêm conteúdo inverídico", as solicitações foram encaminhadas à Justiça Eleitoral, no início da semana, pelo promotor Fabiano Augusto Petean. Crédito: Reprodução Globonews Então candidato ao governo de SP, Tarcísio de Freitas se refugia durante tiroteio em Paraisópolis
O caso envolve um episódio ocorrido nas eleições de 2022, quando um integrante da equipe do então candidato a governador de São Paulo Tarcísio de Freitas mandou que o cinegrafista Marcos Andrade, da Jovem Pan, apagasse o vídeo de um tiroteio ocorrido durante evento de campanha na favela de Paraisópolis, situada na capital paulista.
Abin
O profissional da Jovem Pan havia gravado imagens de uma troca de tiros entre a polícia e supostos criminosos, que acabou com um homem morto. Um áudio publicado pela Folha e pelo Brasil 247 revelou que Fabrício Cardoso de Paiva, que trabalha na Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e integrava a equipe de Tarcísio, mandou o cinegrafista apagar o vídeo.
O cinegrafista relatou à época que achou o pedido "muito estranho" e que acabou não apagando as imagens. Embora isso não tenha sido confirmado, o tiroteio acabou sendo interpretado por boa parte do eleitorado como um atentado contra Tarcísio.
O caso foi levado à Justiça Eleitoral para apurar se a equipe de Tarcísio havia divulgado fatos inverídicos capazes de influenciar o eleitorado.
Além de pedir a investigação dos jornalistas, o promotor eleitoral requisitou o arquivamento dessa investigação contra o atual governador paulista.
A solicitação do promotor também inclui pedidos de interrogatórios com "diretores de reportagem que autorizaram a divulgação das matérias constantes dos autos".
Os pedidos do promotor eleitoral serão analisados pelo juiz responsável pela 1ª Zona Eleitoral do município de São Paulo.





