Entidades criticam censura a exposição de charges no RS
A censura imposta à exposição de charges “O Riso é Risco: Independência em Risco – Desenhos de Humor” - que deveria ficar em cartaz na Câmara de Vereadores de Porto Alegre até 13 de setembro, mas foi retirada na terça, 3, menos de 24 horas após o seu início - causou uma série de manifestações em defesa da liberdade de expressão durante a semana.
Atualizado em 06/09/2019 às 14:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Com 36 desenhos de 19 artistas, a mostra foi censurada pela presidente da Câmara, a vereadora Mônica Leal (PP), por reunir charges, tirinhas e desenhos criticando o governo de Jair Bolsonaro.
Charge do artista Latuff foi uma das que levaram exposição "Independência em Risco" a ser censurada em Porto Alegre
A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) disse que a censura imposta ao trabalho dos cartunistas, independentemente do conteúdo, é injustificável, contraria a tradição de pluralidade da Câmara de Vereadores de Porto Alegre e afronta o princípio constitucional da livre expressão.
À Folha de São Paulo, Leandro Hals, presidente da Grafar, entidade que reúne chargistas do Rio Grande do Sul, disse que os painéis que sustentam os desenhos foram acorrentados em um canto. "Isso é muito simbólico”, avaliou.
Organizada pela Grafar com apoio do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), a mostra questiona a soberania do Brasil em relação aos Estados Unidos, além de criticar as políticas indígena, ambiental e de direitos humanos do governo Bolsonaro.
Para a vereadora que determinou a retirada do material, os desenhos ofendem Bolsonaro e por isso não devem ser expostos. "Não é concebível uma exposição que ofenda o presidente da nação”, disse Mônica Leal.





