Entidades condenam postura da oposição durante depoimento de fotógrafo da Reuters à CPMI dos atos golpistas
Entidades representativas da imprensa condenaram a convocação do fotojornalista Adriano Machado, da Reuters, pela Comissão Parlamentar Mistade Inquérito (CPMI) sobre os ataques de 8 de Janeiro.
Atualizado em 16/08/2023 às 17:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
O profissional de imprensa depôs ontem aos deputados.
Em nota conjunta, Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Instituto Vladimir Herzog, Instituto Palavra Aberta, Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Tornavoz, Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e Ajor (Associação de Jornalismo Digital) afirmaram que parlamentares da oposição aproveitaram a convocação para "atacar a honra do jornalista e a reputação de toda a imprensa brasileira". Crédito: Reprodução Reuters/Adriano Machado Adriano Machado foi um dos poucos fotojornalistas que registraram atos de vandalismo no Palácio do Planalto Ainda de acordo com as entidades, os deputados ofenderam o jornalista e o acusaram de participar de uma encenação de golpe.
Voz de prisão
"Chegou-se ao extremo de se perguntar ao repórter fotográfico por que motivo ele não deu voz de prisão aos inúmeros manifestantes que invadiram e depredaram o Palácio do Planalto no dia 8. Um dos parlamentares anunciou que pediria a quebra do sigilo telemático do fotojornalista para saber com quem ele trocava mensagens", diz a nota conjunta, acrescentando que 17 profissionais foram agredidos em Brasília durante os protestos violentos de 8 de janeiro.
Em texto sobre o depoimento, a Reuters lembrou que as fotos de Adriano Machado dos distúrbios em Brasília "mostraram vândalos depredando o interior do Palácio do Planalto".
A matéria da agência também destacou que o fotojornalista fez aos parlamentares um relato em primeira pessoa daquela tarde, descrevendo como um "protesto contra o resultado da eleição de outubro evoluiu para a invasão do Congresso, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do palácio presidencial".
Centenas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro foram presos durante os atos golpistas. A CPMI sobre o episódio pode levar a indiciamentos de envolvidos.
A Reuters também divulgou um comunicado apoiando Machado e descrevendo seu trabalho naquele dia como "imparcial e de interesse público". "Os jornalistas devem ser livres para reportar as notícias sem medo de assédio ou dano, onde quer que estejam”.
Em seu depoimento, o profissional de imprensa descreveu o momento em que os manifestantes o cercaram e examinaram sua câmera, forçando-o a apagar algumas fotos e apertar a mão de um dos vândalos.
Em nota conjunta, Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Instituto Vladimir Herzog, Instituto Palavra Aberta, Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Tornavoz, Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e Ajor (Associação de Jornalismo Digital) afirmaram que parlamentares da oposição aproveitaram a convocação para "atacar a honra do jornalista e a reputação de toda a imprensa brasileira". Crédito: Reprodução Reuters/Adriano Machado Adriano Machado foi um dos poucos fotojornalistas que registraram atos de vandalismo no Palácio do Planalto Ainda de acordo com as entidades, os deputados ofenderam o jornalista e o acusaram de participar de uma encenação de golpe.
Voz de prisão
"Chegou-se ao extremo de se perguntar ao repórter fotográfico por que motivo ele não deu voz de prisão aos inúmeros manifestantes que invadiram e depredaram o Palácio do Planalto no dia 8. Um dos parlamentares anunciou que pediria a quebra do sigilo telemático do fotojornalista para saber com quem ele trocava mensagens", diz a nota conjunta, acrescentando que 17 profissionais foram agredidos em Brasília durante os protestos violentos de 8 de janeiro.
Em texto sobre o depoimento, a Reuters lembrou que as fotos de Adriano Machado dos distúrbios em Brasília "mostraram vândalos depredando o interior do Palácio do Planalto".
A matéria da agência também destacou que o fotojornalista fez aos parlamentares um relato em primeira pessoa daquela tarde, descrevendo como um "protesto contra o resultado da eleição de outubro evoluiu para a invasão do Congresso, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do palácio presidencial".
Centenas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro foram presos durante os atos golpistas. A CPMI sobre o episódio pode levar a indiciamentos de envolvidos.
A Reuters também divulgou um comunicado apoiando Machado e descrevendo seu trabalho naquele dia como "imparcial e de interesse público". "Os jornalistas devem ser livres para reportar as notícias sem medo de assédio ou dano, onde quer que estejam”.
Em seu depoimento, o profissional de imprensa descreveu o momento em que os manifestantes o cercaram e examinaram sua câmera, forçando-o a apagar algumas fotos e apertar a mão de um dos vândalos.





