Entidades condenam agressões contra repórteres durante protesto no RJ

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) condenaram as agressões contra osrepórteres Caco Barcellos, da TV Globo, e Guilherme Ramalho, de O Globo , que cobriam o protesto de servidores públicos em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na tarde da última quarta-feira (16/11).

Atualizado em 17/11/2016 às 13:11, por Redação Portal IMPRENSA.

(ABI) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) condenaram as agressões contra os repórteres Caco Barcellos, da TV Globo, e Guilherme Ramalho, de O Globo , que cobriam o protesto de servidores públicos em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na tarde da última quarta-feira (16/11).
Crédito:Divulgação
Ramalho foi atacado com pontapés quando manifestantes identificaram um adesivo do jornal em seu celular. Ele conseguiu correr, mas foi atingido com socos e perdeu os óculos. Mais tarde, Caco foi cercado e expulso do local. O jornalista foi atacado com água, garrafas de plástico e até cones de sinalização viária.
"A Abraji repudia esses ataques e apela aos manifestantes que preservem o trabalho da imprensa. A livre informação é a principal arma de uma sociedade em luta democrática", afirmou. A entidade orientou que os repórteres registrem as agressões junto à Polícia Civil, e pediu que os agentes apurem as ocorrências.
Para a ABI, as agressões representam uma “grave ameaça à liberdade de imprensa e ao livre acesso à informação, assegurados pela legislação em vigor. Atos dessa natureza são inaceitáveis em um Estado Democrático de Direito”.