Entidade pede fim de ataques de Cristina Kirchner a meios de comunicação na Argentina

Entidade pede fim de ataques de Cristina Kirchner a meios de comunicação na Argentina

Atualizado em 06/10/2010 às 11:10, por Redação Portal IMPRENSA.

A Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA, sigla em inglês) pediu à presidente da Argentina Cristina Kirchner para cessar os "ataques contra meios independentes" de comunicação no país. A entidade, que reúne 18 mil veículos de 120 países, disse estar preocupada com a intenção do governo de "controlar a distribuição de papel-jornal", segundo o jornal Folha de S.Paulo .

A WAN-IFRA divulgou nota em seu em que afirma que o "progresso político e econômico" só pode existir em um local onde "a imprensa é livre e independente do controle governamental, político ou econômico".

O papel-jornal é produzido pela Papel Prensa, controlada pelo Grupo Clarín - dono do jornal Clarín -, pelo La Nación e pelo Estado. A presidente acusou os dois veículos de terem adquirido as ações da empresa de forma ilegal, e chegou a declarar que pediria a prisão de seus dirigentes.

Tanto o Clarín como o La Nación se opõem ao governo Kirchner.

A briga entre a Casa Rosada e os dois jornais gerou manifestações da oposição argentina. A líder da base oposicionista Coalizão Cívica, Elisa Carrió, declarou que o confronto "é um instrumento para privar a sociedade de uma imprensa livre", e que o Estado teria como objetivo "silenciar todas as vozes opositoras e silenciar a sociedade".

Na última terça-feira (05), a Suprema Corte argentina manteve a suspensão do artigo da lei dos meios de comunicação do país que obrigava grupos de mídia a venderem parte de suas ações no prazo de um ano.

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