Entidade pede ações pela liberdade de expressão na Coreia do Norte e no Sri Lanka

Entidade pede ações pela liberdade de expressão na Coreia do Norte e no Sri Lanka

Atualizado em 05/06/2009 às 13:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Em assembleia-geral da International Freedom of Expression eXchange (IFEX), realizada durante o Fórum Global sobre Liberdade de Expressão, na Noruega, cerca de 500 jornalistas, ativistas e escritores preocupados com a liberdade de expressão propuseram quatro ações a favor da imprensa.

Segundo o Sindicato dos Jornalistas de Portugal, os profissionais presentes decidiram lutar pelo fim da "guerra" aos jornalistas no Sri Lanka, cobrar a resolução dos crimes contra jornalistas no Azerbaijão, pedir a liberdade de expressão no Bahrein e instar a Coreia do Norte a libertar as duas jornalistas norte-americanas que estão detidas no país.

Em relação ao caso do Sri Lanka, trinta organizações apelaram diretamente ao presidente Mahinda Rajapaksa para que os membros do seu governo deixem de incitar a violência contra os jornalistas, além de investigar os ataques e assassinatos a profissionais de imprensa.

No Azerbaijão, 37 membros da IFEX apelaram às autoridades para que investiguem o assassinato do jornalista Elmar Huseynov, acabem com a impunidade para quem viola os direitos dos jornalistas, libertem os repórteres indevidamente presos e assegurem o pluralismo e a diversidade nas emissoras públicas e privadas, entre outras ações.

Já no Bahrein, 40 organizações ligadas à IFEX exigem o fim do desrespeito pelo direito à liberdade de expressão no país, que assinou a Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e é membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Por isso, dia a entidade, não se justifica a perseguição a jornalistas, ativistas e escritores que partilham as suas opiniões na Internet, por exemplo.

São também 40 os membros da IFEX que apelam à Coreia do Norte e aos diplomatas dos países envolvidos nas negociações para que se libertem as jornalistas Euna Lee e Laura Ling, que teriam cruzado a fronteira enquanto entrevistavam refugiados norte-coreanos na China.

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