Entidade pede abono de ações contra jornalistas envolvidos no VatiLeaks
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) solicitou na última segunda-feira (23/11) que a Justiça vaticana suspenda suas ações contra os acusados no caso Vatileaks.
Atualizado em 24/11/2015 às 11:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
A entidade alegou que é direito da imprensa cobrir assuntos "de interesse público".
Crédito:Reprodução/Facebook Entidade pede a suspensão do processo contra os jornalistas no Vaticano
Segundo a AFP, o Vaticano informou no último sábado (21/11) que prestará queixa contra cinco pessoas, incluindo os jornalistas Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi, acusadas de "associação criminosa", roubo e divulgação de documentos confidenciais da Santa Sé.
"Os jornalistas devem ser livres para cobrir os assuntos de interesse público e proteger suas fontes. Peço às autoridades que não recorram a procedimentos judiciais e protejam os direitos dos jornalistas, de acordo com os princípios da organização", reforçou Dunja Mijatovic, representante da OSCE para a liberdade de imprensa.
Nuzzi e Fittipaldi são autores dos respectivos livros "Vía Crucis" e "Avarizia", nos quais citam documentos com informações sobre desperdício e má gestão no Vaticano, além da resistência à tentativa do Papa Francisco para corrigir as irregularidades.
Ataque à liberdade de imprensa
Os repórteres, que devem comparecer a uma audiência preliminar nesta terça-feira (24/11), denunciaram o desrespeito à liberdade de imprensa. "Nunca teria imaginado que depois da publicação de 'Avarizia' que acabaria sendo investigado, no banco dos réus, e processado pelos juízes pontifícios. Processado por um crime com uma pena que vai de quatro a oito anos de prisão", escreveu Fittipaldi no jornal La Repubblica .
Em seu blog, Nuzzi, que se recusou a depor durante a fase de instrução, também se manifestou contra a medida do Vaticano. "Não se processa quem faz informação". Ele ainda afirmou que se "trata de um julgamento da liberdade de informação".
Crédito:Reprodução/Facebook Entidade pede a suspensão do processo contra os jornalistas no Vaticano
Segundo a AFP, o Vaticano informou no último sábado (21/11) que prestará queixa contra cinco pessoas, incluindo os jornalistas Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi, acusadas de "associação criminosa", roubo e divulgação de documentos confidenciais da Santa Sé.
"Os jornalistas devem ser livres para cobrir os assuntos de interesse público e proteger suas fontes. Peço às autoridades que não recorram a procedimentos judiciais e protejam os direitos dos jornalistas, de acordo com os princípios da organização", reforçou Dunja Mijatovic, representante da OSCE para a liberdade de imprensa.
Nuzzi e Fittipaldi são autores dos respectivos livros "Vía Crucis" e "Avarizia", nos quais citam documentos com informações sobre desperdício e má gestão no Vaticano, além da resistência à tentativa do Papa Francisco para corrigir as irregularidades.
Ataque à liberdade de imprensa
Os repórteres, que devem comparecer a uma audiência preliminar nesta terça-feira (24/11), denunciaram o desrespeito à liberdade de imprensa. "Nunca teria imaginado que depois da publicação de 'Avarizia' que acabaria sendo investigado, no banco dos réus, e processado pelos juízes pontifícios. Processado por um crime com uma pena que vai de quatro a oito anos de prisão", escreveu Fittipaldi no jornal La Repubblica .
Em seu blog, Nuzzi, que se recusou a depor durante a fase de instrução, também se manifestou contra a medida do Vaticano. "Não se processa quem faz informação". Ele ainda afirmou que se "trata de um julgamento da liberdade de informação".





