Entidade denunciará à Justiça morte de García Lorca durante a Guerra Civil espanhola
A Associação para a Recuperação da Memória Histórica (ARMH) anunciou na última terça-feira (18/8) que denunciará a morte do escritor espanhol Federico García Lorca, fuzilado nos primeiros dias da Guerra Civil Espanhola.
Atualizado em 19/08/2015 às 12:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Ministério da Cultura da Espanha Justiça investiga suposto assassinato do escritor na Guerra Civil
Segundo a AFP, em 2010, a juíza Maria Servini de Cubria abriu um inquérito sobre os casos de mortes ocorridos durante a Guerra Civil (1936-1939) e a ditadura de Francisco Franco (1939-1975). No fim de 2013, ordenou a abertura de todos os consulados argentinos no mundo para atender às vítimas do franquismo.
Historiadores relatam que, em em agosto de 1936, as tropas franquistas revoltadas contra o governo da II República espanhola fuzilaram García Lorca em uma estrada nos arredores de Granada, no sul da Espanha, e jogaram seu corpo em uma vala comum.
Diversos grupos de investigadores promoveram escavações na região, mas não encontraram os restos mortais do escritor. A denúncia da entidade é motivada pela descoberta de um documento, descrito como "o primeiro em que o regime de Franco reconhece seu crime".
"A ARMH solicitará à juíza que exija do governo da Espanha qualquer documentação semelhante que possa indicar o paradeiro de pessoas desaparecidas e esclarecer os fatos que levaram à sua detenção ilegal e subsequente morte", reforçou.





