Entidade alerta para cenário preocupante do jornalismo na América Latina

Anúncio foi feito pela Sociedade Interamericana de Imprensa, após encontro em Medellín, na Colômbia

Atualizado em 17/04/2018 às 19:04, por Redação Portal IMPRENSA.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) alertou para um cenário preocupante para o exercício do jornalismo no Brasil e na América Latina. O anúncio foi feito no informe semestral publicado após reunião em Medellín, na Colômbia Crédito:Divulgação/SIP
A entidade lembrou que, nos últimos seis meses, 14 jornalistas morreram no exercício da profissão na região – dois deles no Brasil: o radialista Jefferson Pureza Lopes, da Rádio Beira Rio, de Goiás, e Ueliton Bayer Brizon, morto em Rondônia. Também foi registrado um aumento no número de repressão, ameaças e perseguição digital aos comunicadores latino-americanos.
A SIP alerta que donos de jornais e jornalistas têm sido vítimas constantes de intimidações e acusações no continente. Às vezes, as agressões chegam a ser físicas.
“Qual o nosso papel na defesa das liberdades fundamentais de expressão e imprensa?”, questionou a entidade em nota. “Sistematicamente temos nos pronunciado de maneira enérgica contra assassinatos e desaparições de jornalistas.”
Além dos três equatorianos vítimas das Farc e dos dois brasileiros, a SIP registrou nos últimos seis meses a morte de quatro jornalistas mexicanos e de dois guatemaltecos. Houve uma morte em Honduras, assim como em El Salvador e na Colômbia.
No caso do Brasil, a entidade relata que houve também 25 casos de agressão a jornalistas, sete de ameaças e dois de vandalismo contra empresas. Apesar da queda no número de agressões a jornalistas (efeito da diminuição de protestos contra o governo), há principalmente na internet campanhas de difamações contra o trabalho jornalístico por parte de grupos que se dizem apolíticos.