Ensaio: duros carnavais - Bahia
Ensaio: duros carnavais - Bahia
Atualizado em 11/03/2009 às 01:03, por
Redação revista IMPRENSA.
BAHIA
O baiano Jonne Roriz abandou seus estudos de design para se dedicar à fotografia. Começou como assistente de fotógrafo, aos 17 anos. Hoje, com cerca de 15 anos de profissão, Jonne é fotógrafo da Agência Estado em São Paulo. Cobriu o Carnaval de rua de Salvador por 6 anos:
"É um carnaval bem violento, diferente do Carnaval de apoteose, de escola de samba. É mais fácil se credenciar em todos os camarotes e escolher uma posição bacana para aproveitar para pegar uma cena ou outra de políticos e celebridades. É uma cobertura que você não dorme direito, entra cedo e dorme lá pelas quatro da manhã, tem que transmitir foto o tempo inteiro, no fim da cobertura está mais magro. Faz parte, como outras coberturas que também exigem muito do profissional. Carnaval de rua é complicado por causa da violência, a segurança, você pode ser assaltado muito fácil. O problema de ser assaltado não é só de perder o equipamento, porque tem seguro, mas a cobertura acaba pra você ali. São grupos de trombadinhas que agem no Carnaval. Juntam cinco ou seis e te cercam, te saqueiam e você não consegue se livrar fácil. É difícil disfarçar, fotógrafo tem cara de fotógrafo. Mas é uma cobertura que depois você olha nas fotos a muvuca pela qual você passou, a suadeira enorme e vê que valeu a pena o investimento, o esforço deu certo, acho importante esse final. A foto de Carnaval tem que ter um suor, tem que ter o clima. Uma foto que quando você olha, ela canta, você ouve uma música. O Carnaval é uma das festas mais importantes do nosso país, é bonito esteticamente. Eu gosto de uma linguagem mais agressiva - não sou fã de fotos singelas, meio paradas, como se fosse o fim do Carnaval. Gosto de fotos com folia, do cara que se preparou o ano inteiro, o tesão pela festa tem que estar na minha foto."
Veja as fotos de Jonne Roriz.

O baiano Jonne Roriz abandou seus estudos de design para se dedicar à fotografia. Começou como assistente de fotógrafo, aos 17 anos. Hoje, com cerca de 15 anos de profissão, Jonne é fotógrafo da Agência Estado em São Paulo. Cobriu o Carnaval de rua de Salvador por 6 anos:
"É um carnaval bem violento, diferente do Carnaval de apoteose, de escola de samba. É mais fácil se credenciar em todos os camarotes e escolher uma posição bacana para aproveitar para pegar uma cena ou outra de políticos e celebridades. É uma cobertura que você não dorme direito, entra cedo e dorme lá pelas quatro da manhã, tem que transmitir foto o tempo inteiro, no fim da cobertura está mais magro. Faz parte, como outras coberturas que também exigem muito do profissional. Carnaval de rua é complicado por causa da violência, a segurança, você pode ser assaltado muito fácil. O problema de ser assaltado não é só de perder o equipamento, porque tem seguro, mas a cobertura acaba pra você ali. São grupos de trombadinhas que agem no Carnaval. Juntam cinco ou seis e te cercam, te saqueiam e você não consegue se livrar fácil. É difícil disfarçar, fotógrafo tem cara de fotógrafo. Mas é uma cobertura que depois você olha nas fotos a muvuca pela qual você passou, a suadeira enorme e vê que valeu a pena o investimento, o esforço deu certo, acho importante esse final. A foto de Carnaval tem que ter um suor, tem que ter o clima. Uma foto que quando você olha, ela canta, você ouve uma música. O Carnaval é uma das festas mais importantes do nosso país, é bonito esteticamente. Eu gosto de uma linguagem mais agressiva - não sou fã de fotos singelas, meio paradas, como se fosse o fim do Carnaval. Gosto de fotos com folia, do cara que se preparou o ano inteiro, o tesão pela festa tem que estar na minha foto."
Veja as fotos de Jonne Roriz.






