Enquanto se nega a remunerar veículos por uso de conteúdo, Google anuncia fundo emergencial para a imprensa
Ao mesmo tempo que mobiliza seu poderoso exército de advogados a fim de não remunerar veículos de imprensa e agências de notícia pelo uso deseus conteúdos, o Google anunciou nesta quarta (15), numa espécie de estratégia "morde e assopra", a criação de um fundo emergencial de auxílio ao jornalismo em função da crise do novo coronavírus.
Atualizado em 15/04/2020 às 12:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
A ideia é oferecer dinheiro a "milhares de pequenos e médios veículos de todo o mundo, bem como a empresas que cobrem o noticiário local", disse em nota Richard Gingras, vice-presidente de notícias da gigante digital.
Desde o início da pandemia, veículos de imprensa e agências de notícias foram duramente atingidos pelo declínio em suas receitas publicitárias, a despeito de ter havido em muitos casos forte aumento dos índices de audiência. Crédito: Reprodução TV Folha Richard Gingras, vice-presidente de notícias do Google
Sem revelar a quantia que injetará nas empresas jornalísticas, o Google considera que os veículos com cobertura regional e local são os mais ameaçados pela crise econômica decorrente da pandemia.
Ainda de acordo com Gingras, o financiamento vai variar de "alguns milhares de dólares" a "dezenas de milhares para organizações de maior porte".
"Temos a responsabilidade de fazer o que estiver ao nosso alcance para aliviar a pressão financeira imposta às redações", complementou Gingras, acrescentando que veículos de imprensa de qualquer lugar do mundo podem se candidatar ao auxílio.
O prazo para preencher o formulário de inscrição se encerra em 30 de abril.





