Enquanto Governo promete punições, cartéis dão recados a jornalistas no México
Em outubro, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh), deu um ultimato ao governo mexicano paraque investigue as mortes de jornalistas ocorridas no país.
Atualizado em 15/12/2011 às 19:12, por
Luiz Gustavo Pacete.
Segundo recomendação do órgão, "as autoridades devem iniciar, imediatamente, investigações, com o objetivo de punir os assassinos".
O representante do Acnudh, Rupert Colville, informou que "as mortes no país demonstram a extrema vulnerabilidade dos jornalistas e a deterioração da liberdade de expressão". Colville também considera que os assassinatos são mensagens dos mafiosos para silenciar informações relacionadas ao tráfico de drogas.
A violência vivenciada pelos mexicanos não é exclusiva da imprensa. O país vive um dos seus principais capítulos da guerra contra o narcotráfico, que começou, efetivamente, em 2006, e parece estar longe de ter um fim, conforme informou IMPRENSA na matéria da série "Estado de Sítio". O país está em posição estratégica para os grupos narcoguerrilheiros; a proximidade com os Estados Unidos faz, do México, o principal fornecedor de drogas no Continente.
Em 2006, no governo do presidente Felipe Calderón, a guerra foi declarada e, desde então, o país vive o que muitos especialistas chamam de "guerra civil". Desde então, os jornalistas e veículos que se arriscam a cobrir o narcotráfico estão pagando um "alto preço". Uma mensagem deixada no corpo de Valentin Valdés Espinosa, repórter de um jornal da cidade de Saltillo, assassinado em janeiro de 2010, depois de publicar detalhes de uma rede antidrogas, foi claro: "Isso é o que vai acontecer aos que não entendem. A mensagem é para todos", dizia o papel deixado pelos assassinos. Outro recado deixado em uma cobertura, após o assassinato do repórter Eliseo Barrón, em 2009, dizia: "Jornalistas, já estamos aqui, perguntem a Eliseo. O cartel do Ponente não perdoa. Cuidado soldados e jornalistas".
O presidente Felipe Calderón reconheceu a gravidade dos crimes contra jornalistas, mas o Congresso segue sem respostas efetivas e leis eficientes. "Aqueles ataques em que a vitima é um jornalista, em minha opinião, podem e devem ser considerados crimes federais", disse Calderón, em um de seus discursos. Para Carlos Aguilar, titular da Secretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do governo, "o Estado mexicano está consciente de que a impunidade diante desses crimes incentiva sua repetição e fomenta a autocensura por parte dos jornalistas".
O especialista Raul Benitez, titular da Universidade Autônoma do México, explica à IMPRENSA que a organização dos cartéis tem tornado as medidas feitas pelo governo mexicano "insuficientes". "São sete os principais cartéis em atividade no México, logo, sete cenários de guerra". Benitez diz que os cartéis ganharam força no país após as duras medidas que os narcotraficantes receberam na Colômbia, na década de 1990. "Uma das formas de atuação deles é justamente mandar recados, o que tem acontecido por meio das mortes registradas nos últimos anos".
Jornalistas mortos
Levantamento feito pelo subeditor do Portal IMPRENSA, Gustavo Ferrari, com base em pesquisa da imprensa mexicana e de Organizações Não-governamentais (ONGs), aponta os principais casos de jornalistas assassinados no México, entre 2010 e 2011:
Saltillo, Coahuila (04/03/2011) O cinegrafista da Rede Televisa, Milton Martínez, é detido e agredido por policiais ao cobrir um confronto com bandidos.
Blog del Narco "Viemos para limpar a praça de Chihuahua, sr governador" Hermosillo, Sonora (28/02/2011) O fotógrafo do jornal El Imparcial , Julián Ortega, é agredido física e verbalmente por policiais ao cobrir uma operação policial. A agressão foi captada por um colega dele.
Cuernavaca, Morelos (25/02/2011) Homens armados disparam contra o veículo que transportava um correspondente da AP e um assessor da Radio Fórmula, em Cuernavaca. O funcionário da emissora foi atingido na perna.
Oaxaca, Oaxaca (15/02/11) Um repórter é atingido por tiros ao cobrir um confronto entre a polícia e professores durante uma visita do presidente Felipe Calderón a Oaxaca.
Torreón, Coahuila (09/02/2011) Um grupo armado invade os estúdios do Grupo Multimedios e da Radiorama em Torreón. Um técnico da Multimedios morre.
Monterrey, Nuevo León (06/02/2011) Agentes da Polícia Federal agridem e tomam o equipamento de cinegrafista da Rede Televisa que cobria confronto entre traficantes e policiais, em Monterrey.
Acapulco, Guerrero (19/01/2011) Desconhecidos distribuem centenas de exemplares falsos do jornal La Jornada de Guerrero, em pelo menos cinco municípios do Estado de Guerrero: Acapulco, Chilpancingo, Iguala, Taxco e Costa Grande.
Piedras Negras, Coahuila (08/01/2011) A redação da Rede de televisão Televisa é atacada com pelo menos duas granadas na cidade fronteiriça de Piedras Negras, Coahuila, na madrugada de 8 de janeiro. O Exército mexicano consegue desativar a bomba.
Acapulco, Guerrero (10/11/2010) Um grupo armado invadiu a redação do Jornal El Sur. Ninguém saiu ferido no ataque. O editor do jornal não descarta a hipótese de uma tentativa de intimidação.
Mazatlán, Sinaloa (03/10/2010) Um grupo de homens armados com fuzis abre fogo contra o edifício do Jornal El Debate . Ninguém fica ferido. Do ataque resultam apenas danos materiais.
Ciudad Juárez, Chihuahua (16/09/2010) Luis Carlos Santiago Orozco, fotógrafo do El Diario de Juárez, é morto por homens armados no estacionamento de um centro comercial. Um outro fotógrafo que estava a seu lado ficou ferido.
Mazatlán, Sinaloa (01/09/2010) Ninguém ficou ferido no ataque a tiros ao Jornal Noroeste, horas depois de a publicação receber ameaças por telefone. Um dia depois, outra ameaça obriga o mesmo jornal a ter sua sede evacuada.
Ciudad Victoria, Tamaulipas (27/08/2010)
Monterrey, Nuevo León (15/08/2010) Um ataque com granada contra o edifício da Televisa deixa dois trabalhadores levemente feridos e um carro danificado. O ataque teria sido cometido por criminosos ligados à gangue Los Zetas.
Matamoros, Tamaulipas (14/08/2010) As instalações da emissora Televisa são atacadas com granadas. Ninguém ficou ferido no ataque, atribuído à gangue Los Zetas.
Jerez, Zacatecas (28/07/2010) O jornalista Ulises González García é sequestrado em sua casa, ao amanhecer, por um grupo armado. O editor do Jornal La Opinión foi libertado 10 dias depois.
Gómez Palacio, Durango (26/07/2010) Dois repórteres e dois cinegrafistas são sequestrados por membros do crime organizado, com o objetivo de manipular a cobertura jornalística.
Chihuahua, Chihuahua (10/07/2010) Homens não identificados matam Guillermo Alcaraz Trejo, que era responsável pela publicação e produção de conteúdos televisivos para o site da Comissão Estadual de Direitos Humanos.
Rodovia Montemorelos-Rayones, Nuevo León (09/07/2010) Marco Aurelio Martínez Tijerina, da Rádio La Tremenda, é sequestrado e assassinado.
Rodovia entre Tepalcatepec e Aguililla, Michoacán (06/07/2010) Hugo Olivera Cartas é encontrado morto em seu veículo, com três tiros. Ele era correspondente da Agência Quadratín, escrevia para o La Voz de Michoacán e era editor do Jornal El Día de Michoacán.
Coyuca de Benítez, Guerrero (28/06/2010) Os jornalistas Juan Francisco Rodríguez Ríos e María Elvira Hernández Galeana, que eram casados, são assassinados em casa por duas pessoas não identificadas.
Torreón, Coahuila (22/06/2010) Um grupo armado ataca o edifício do Jornal Noticias de El Sol, de la Laguna. Uma mulher ficou ferida.
Tepic, Nayarit (17/05/2010) Com tiros e granadas, um grupo ataca as instalações do Canal 2, filial da Televisa, na cidade de Tepic.
Xalapa, Veracruz (27/04/2010) Evaristo Ortega Zárate, editor do semanário Espacio, está desaparecido há uma semana. A sua família não tem qualquer informação sobre o seu paradeiro.
Morelia, Michoacán (10/04/2010) O corpo de Enrique Villicaña Palomares, colunista de La Voz de Michoacán, é encontrado. Ele tinha sido sequestrado uma semana antes.
Paracho, Michoacán (06/04/2010) Ramón Ángeles Zalpa, correspondente do Jornal Cambio de Michoacán, desaparece. É o quarto jornalista desaparecido no Estado desde 2006.
Chilpancingo, Guerrero (12/03/2010) Evaristo Pacheco Solís, repórter do semanário Visión Informativa, é encontrado morto a tiros.
Reynosa, Tamaulipas (09/03/2010) Em apenas duas semanas, pelo menos oito jornalistas foram sequestrados junto à fronteira, num agravamento da violência relacionada ao tráfico de drogas.
Ayutla, Guerrero (30/01/2010) Jorge Ochoa Martínez, editor do semanário El Sol de la Costa, é morto com um tiro na cabeça.
Los Mochis, Sinaloa (27/01/2010) Um grupo de criminosos queima o carro de Adriana Aguirre San Millán, dona da Rede Radiofônica Organización Impulsora de Radio (OIR).
Los Mochis, Sinaloa (15/01/2010) O corpo de José Luis Romero, jornalista da Estação de Rádio Línea Directa, é encontrado duas semanas depois do seu sequestro.
Saltillo, Coahuila (07/01/2010) Sequestro e assassinato de Valentín Valdés, jornalista e fundador do Jornal Zócalo Saltillo.
Leia outras matérias da série "Estado de Sítio":
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O representante do Acnudh, Rupert Colville, informou que "as mortes no país demonstram a extrema vulnerabilidade dos jornalistas e a deterioração da liberdade de expressão". Colville também considera que os assassinatos são mensagens dos mafiosos para silenciar informações relacionadas ao tráfico de drogas.
A violência vivenciada pelos mexicanos não é exclusiva da imprensa. O país vive um dos seus principais capítulos da guerra contra o narcotráfico, que começou, efetivamente, em 2006, e parece estar longe de ter um fim, conforme informou IMPRENSA na matéria da série "Estado de Sítio". O país está em posição estratégica para os grupos narcoguerrilheiros; a proximidade com os Estados Unidos faz, do México, o principal fornecedor de drogas no Continente.
Em 2006, no governo do presidente Felipe Calderón, a guerra foi declarada e, desde então, o país vive o que muitos especialistas chamam de "guerra civil". Desde então, os jornalistas e veículos que se arriscam a cobrir o narcotráfico estão pagando um "alto preço". Uma mensagem deixada no corpo de Valentin Valdés Espinosa, repórter de um jornal da cidade de Saltillo, assassinado em janeiro de 2010, depois de publicar detalhes de uma rede antidrogas, foi claro: "Isso é o que vai acontecer aos que não entendem. A mensagem é para todos", dizia o papel deixado pelos assassinos. Outro recado deixado em uma cobertura, após o assassinato do repórter Eliseo Barrón, em 2009, dizia: "Jornalistas, já estamos aqui, perguntem a Eliseo. O cartel do Ponente não perdoa. Cuidado soldados e jornalistas".
O presidente Felipe Calderón reconheceu a gravidade dos crimes contra jornalistas, mas o Congresso segue sem respostas efetivas e leis eficientes. "Aqueles ataques em que a vitima é um jornalista, em minha opinião, podem e devem ser considerados crimes federais", disse Calderón, em um de seus discursos. Para Carlos Aguilar, titular da Secretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do governo, "o Estado mexicano está consciente de que a impunidade diante desses crimes incentiva sua repetição e fomenta a autocensura por parte dos jornalistas".
O especialista Raul Benitez, titular da Universidade Autônoma do México, explica à IMPRENSA que a organização dos cartéis tem tornado as medidas feitas pelo governo mexicano "insuficientes". "São sete os principais cartéis em atividade no México, logo, sete cenários de guerra". Benitez diz que os cartéis ganharam força no país após as duras medidas que os narcotraficantes receberam na Colômbia, na década de 1990. "Uma das formas de atuação deles é justamente mandar recados, o que tem acontecido por meio das mortes registradas nos últimos anos".
Jornalistas mortos
Levantamento feito pelo subeditor do Portal IMPRENSA, Gustavo Ferrari, com base em pesquisa da imprensa mexicana e de Organizações Não-governamentais (ONGs), aponta os principais casos de jornalistas assassinados no México, entre 2010 e 2011:
Saltillo, Coahuila (04/03/2011) O cinegrafista da Rede Televisa, Milton Martínez, é detido e agredido por policiais ao cobrir um confronto com bandidos.
Blog del Narco "Viemos para limpar a praça de Chihuahua, sr governador" Hermosillo, Sonora (28/02/2011) O fotógrafo do jornal El Imparcial , Julián Ortega, é agredido física e verbalmente por policiais ao cobrir uma operação policial. A agressão foi captada por um colega dele.
Cuernavaca, Morelos (25/02/2011) Homens armados disparam contra o veículo que transportava um correspondente da AP e um assessor da Radio Fórmula, em Cuernavaca. O funcionário da emissora foi atingido na perna.
Oaxaca, Oaxaca (15/02/11) Um repórter é atingido por tiros ao cobrir um confronto entre a polícia e professores durante uma visita do presidente Felipe Calderón a Oaxaca.
Torreón, Coahuila (09/02/2011) Um grupo armado invade os estúdios do Grupo Multimedios e da Radiorama em Torreón. Um técnico da Multimedios morre.
Monterrey, Nuevo León (06/02/2011) Agentes da Polícia Federal agridem e tomam o equipamento de cinegrafista da Rede Televisa que cobria confronto entre traficantes e policiais, em Monterrey.
Acapulco, Guerrero (19/01/2011) Desconhecidos distribuem centenas de exemplares falsos do jornal La Jornada de Guerrero, em pelo menos cinco municípios do Estado de Guerrero: Acapulco, Chilpancingo, Iguala, Taxco e Costa Grande.
Monterrey, Nuevo Leon (11/01/2011)
Um grupo de homens armados com fuzis dispara e atira uma granada contra a redação do Jornal El Norte. Ninguém fica ferido, mas as janelas e a fachada do edifício foram danificadas.Piedras Negras, Coahuila (08/01/2011) A redação da Rede de televisão Televisa é atacada com pelo menos duas granadas na cidade fronteiriça de Piedras Negras, Coahuila, na madrugada de 8 de janeiro. O Exército mexicano consegue desativar a bomba.
Acapulco, Guerrero (10/11/2010) Um grupo armado invadiu a redação do Jornal El Sur. Ninguém saiu ferido no ataque. O editor do jornal não descarta a hipótese de uma tentativa de intimidação.
Mazatlán, Sinaloa (03/10/2010) Um grupo de homens armados com fuzis abre fogo contra o edifício do Jornal El Debate . Ninguém fica ferido. Do ataque resultam apenas danos materiais.
Ciudad Juárez, Chihuahua (16/09/2010) Luis Carlos Santiago Orozco, fotógrafo do El Diario de Juárez, é morto por homens armados no estacionamento de um centro comercial. Um outro fotógrafo que estava a seu lado ficou ferido.
Mazatlán, Sinaloa (01/09/2010) Ninguém ficou ferido no ataque a tiros ao Jornal Noroeste, horas depois de a publicação receber ameaças por telefone. Um dia depois, outra ameaça obriga o mesmo jornal a ter sua sede evacuada.
Ciudad Victoria, Tamaulipas (27/08/2010)
Um carro-bomba explode nas primeiras horas da manhã perto da Rede de TV Televisa. A emissora interrompeu suas transmissões durante várias horas.
Monterrey, Nuevo León (15/08/2010) Um ataque com granada contra o edifício da Televisa deixa dois trabalhadores levemente feridos e um carro danificado. O ataque teria sido cometido por criminosos ligados à gangue Los Zetas.
Matamoros, Tamaulipas (14/08/2010) As instalações da emissora Televisa são atacadas com granadas. Ninguém ficou ferido no ataque, atribuído à gangue Los Zetas.
Jerez, Zacatecas (28/07/2010) O jornalista Ulises González García é sequestrado em sua casa, ao amanhecer, por um grupo armado. O editor do Jornal La Opinión foi libertado 10 dias depois.
Gómez Palacio, Durango (26/07/2010) Dois repórteres e dois cinegrafistas são sequestrados por membros do crime organizado, com o objetivo de manipular a cobertura jornalística.
Chihuahua, Chihuahua (10/07/2010) Homens não identificados matam Guillermo Alcaraz Trejo, que era responsável pela publicação e produção de conteúdos televisivos para o site da Comissão Estadual de Direitos Humanos.
Rodovia Montemorelos-Rayones, Nuevo León (09/07/2010) Marco Aurelio Martínez Tijerina, da Rádio La Tremenda, é sequestrado e assassinado.
Rodovia entre Tepalcatepec e Aguililla, Michoacán (06/07/2010) Hugo Olivera Cartas é encontrado morto em seu veículo, com três tiros. Ele era correspondente da Agência Quadratín, escrevia para o La Voz de Michoacán e era editor do Jornal El Día de Michoacán.
Coyuca de Benítez, Guerrero (28/06/2010) Os jornalistas Juan Francisco Rodríguez Ríos e María Elvira Hernández Galeana, que eram casados, são assassinados em casa por duas pessoas não identificadas.
Torreón, Coahuila (22/06/2010) Um grupo armado ataca o edifício do Jornal Noticias de El Sol, de la Laguna. Uma mulher ficou ferida.
Tepic, Nayarit (17/05/2010) Com tiros e granadas, um grupo ataca as instalações do Canal 2, filial da Televisa, na cidade de Tepic.
Xalapa, Veracruz (27/04/2010) Evaristo Ortega Zárate, editor do semanário Espacio, está desaparecido há uma semana. A sua família não tem qualquer informação sobre o seu paradeiro.
Morelia, Michoacán (10/04/2010) O corpo de Enrique Villicaña Palomares, colunista de La Voz de Michoacán, é encontrado. Ele tinha sido sequestrado uma semana antes.
Paracho, Michoacán (06/04/2010) Ramón Ángeles Zalpa, correspondente do Jornal Cambio de Michoacán, desaparece. É o quarto jornalista desaparecido no Estado desde 2006.
Chilpancingo, Guerrero (12/03/2010) Evaristo Pacheco Solís, repórter do semanário Visión Informativa, é encontrado morto a tiros.
Reynosa, Tamaulipas (09/03/2010) Em apenas duas semanas, pelo menos oito jornalistas foram sequestrados junto à fronteira, num agravamento da violência relacionada ao tráfico de drogas.
Ayutla, Guerrero (30/01/2010) Jorge Ochoa Martínez, editor do semanário El Sol de la Costa, é morto com um tiro na cabeça.
Los Mochis, Sinaloa (27/01/2010) Um grupo de criminosos queima o carro de Adriana Aguirre San Millán, dona da Rede Radiofônica Organización Impulsora de Radio (OIR).
Los Mochis, Sinaloa (15/01/2010) O corpo de José Luis Romero, jornalista da Estação de Rádio Línea Directa, é encontrado duas semanas depois do seu sequestro.
Saltillo, Coahuila (07/01/2010) Sequestro e assassinato de Valentín Valdés, jornalista e fundador do Jornal Zócalo Saltillo.
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