"Enquanto Chávez estiver no poder, a imprensa vai continuar se deteriorando", diz Carlos Zuloaga
"Enquanto Chávez estiver no poder, a imprensa vai continuar se deteriorando", diz Carlos Zuloaga
Atualizado em 03/05/2010 às 12:05, por
Ana Ignacio/Da Redação e enviada ao Rio de Janeiro (RJ).
Por A primeira mesa do Seminário de Liberdade de Expressão que acontece nesta segunda-feira (3), na cidade do Rio de Janeiro (RJ), contou com um relato de cada profissional sobre a situação da imprensa em seu país de atuação. Hérnan Verdaguer, gerente de assuntos regulatórios do Clarín , da Argentina, falou sobre as leis de concessão e regulamentação de imprensa no país.
Carlos Zuloaga, da Globovisión - que esteve no evento substituindo seu pai, Guillermo, impedido de deixar a Venezuela - , deu diversos exemplos de repressão contra a emissora e a imprensa como um todo no país. Na ocasião, ele destacou que o presidente Hugo Chávez, responsável pelo cerceamento do Jornalismo na região, já anunciou que não tem intenção de sair do poder em breve.
Questionado pela reportagem de IMPRENSA sobre o futuro da imprensa na Venezuela, Zuloaga foi enfático: "A permanência do presidente Cháves depende também do estado de liberdade de expressão no país. Um dado que temos que destacar é que na Venezuela não há independência das instituições, tudo é controlado por Chávez e ele já deixou bem claro que não há sucessor para um futuro próximo. Uma virtude dele é que ele cumpre o que promete. Então, definitivamente, enquanto Chávez estiver no poder, a situação na imprensa vai continuar se deteriorando", avaliou.
Emilio Palácio, diretor de opinião do jornal El Universo, do Equador, falou sobre acontecimentos recentes que aconteceram em seu país. Palácio foi condenado a três anos de prisão por injúria contra um alto funcionário público. Na sentença, a juíza considerou que o jornalista foi autor de "delitos contra a honra" de Camilo Samán, presidente da Corporação Financeira Nacional.
No entanto, Palácio disse que tal atitude contra ele e o jornal é decorrente de um problema com o presidente Rafael Correa anterior a sua eleição presidencial. "Tudo isso porque quando o Rafael Correa era ministro das finanças eu escrevi um artigo criticando-o e meu estilo não fui muito diplomático e o ministro não gostou e começou a me criticar e me insultar. A historia foi antiga", explicou.
O evento desta segunda-feira ainda terá uma homenagem ao ministro Carlos Ayres Brito, além de um painel com o jornalista Carl Bernstein, um dos responsáveis por desvendar o caso de corrupção de Watergate, nos EUA. Leia Mais
| Reprodução | |
| Carlos Zuloaga |
Questionado pela reportagem de IMPRENSA sobre o futuro da imprensa na Venezuela, Zuloaga foi enfático: "A permanência do presidente Cháves depende também do estado de liberdade de expressão no país. Um dado que temos que destacar é que na Venezuela não há independência das instituições, tudo é controlado por Chávez e ele já deixou bem claro que não há sucessor para um futuro próximo. Uma virtude dele é que ele cumpre o que promete. Então, definitivamente, enquanto Chávez estiver no poder, a situação na imprensa vai continuar se deteriorando", avaliou.
Emilio Palácio, diretor de opinião do jornal El Universo, do Equador, falou sobre acontecimentos recentes que aconteceram em seu país. Palácio foi condenado a três anos de prisão por injúria contra um alto funcionário público. Na sentença, a juíza considerou que o jornalista foi autor de "delitos contra a honra" de Camilo Samán, presidente da Corporação Financeira Nacional.
No entanto, Palácio disse que tal atitude contra ele e o jornal é decorrente de um problema com o presidente Rafael Correa anterior a sua eleição presidencial. "Tudo isso porque quando o Rafael Correa era ministro das finanças eu escrevi um artigo criticando-o e meu estilo não fui muito diplomático e o ministro não gostou e começou a me criticar e me insultar. A historia foi antiga", explicou.
O evento desta segunda-feira ainda terá uma homenagem ao ministro Carlos Ayres Brito, além de um painel com o jornalista Carl Bernstein, um dos responsáveis por desvendar o caso de corrupção de Watergate, nos EUA. Leia Mais
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