Encontro da SIP chama atenção para crise do setor de imprensa nos EUA
Encontro da SIP chama atenção para crise do setor de imprensa nos EUA
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) pediu que se combata a crise que se abate sobre os meios de comunicação nos EUA. O apelo foi feito durante o penúltimo dia de sua reunião em Assunção, capital do Paraguai.
No encontro, ainda, o presidente paraguaio Fernando Lugo, se comprometeu a respeitar a liberdade de imprensa. "Nosso Governo, reiterando o que já dissemos em 15 de agosto (do ano passado, quando assumiu o poder), não tem em sua agenda projeto algum de legislação que regule o exercício da imprensa no Paraguai", disse Lugo.
Ao ser indagado se está de acordo com o fechamento de meios de comunicação e ataques à imprensa pelo presidente venezuelano Hugo Chávez - um de seus aliados políticos - Lugo respondeu indiretamente dizendo que pode garantir que esses fatos, durante seu Governo, no Paraguai, "não acontecerão". Ele acrescentou, ainda, que prefere uma imprensa opositora que questione e ajude a produzir a autocrítica necessária para corrigir os erros do Governo.
O encontro foi pautado principalmente pelos alertas feitos por diversos profissionais do setor de imprensa que chamaram atenção para a situação dos meios de comunicação norte-americanos. Liza Gross, colunista de jornais de Miami, afirmou que "a situação vive nos Estados Unidos deve ser observada para se estudar cuidadosamente como conservar o jornalismo de credibilidade". Ela disse, ainda, que a América Latina, por exemplo, tem tempo para "reiventar" sua estratégia de comunicação, já que o uso da Internet na região ainda é baixo.
Edward Seaton, do jornal Manhattan Mercury , mencionou que a maioria dos veículos americanos incluíram suas notícias na internet "achando que isso permitiria vender maior publicidade, coisa que não ocorreu por conta das imensas opções com as quais as empresas na rede contam para se promover".
Já o presidente da SIP, Enrique Santos Calderón, lembrou, segundo informa o site G1, que "as tendências dos problemas que afetam a imprensa não mudaram" e que " continua o aumento da violência física contra jornalistas e atentados contra os veículos".
Ele citou as mortes de 13 jornalistas em 2008 e salientou que, neste ano, já foram registradas quatro mortes: dois no México, um na Venezuela e um no Paraguai.
A reunião da SIP se encerra com uma conclusão sobre a situação que enfrenta a imprensa na região junto com o anúncio do envio de uma missão de sua Comissão de Impunidade ao México e, provavelmente, outra a Nicarágua.
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